Defesa Civil interdita Colégio Regente Feijó em Ponta Grossa
Especial para a Folha
Comissão de Defesa Civil de Ponta Grossa, determinou ontem a interdição do Colégio Estadual Regente Feijó. O prédio onde funciona a escola, tombado pelo Patrimônio Histórico, apresenta infiltrações e problemas na rede elétrica. Técnicos da Defesa Civil concluiram que há risco de acidentes e proibiram a circulação de pessoas no interior do Colégio. Cerca de 3.000 alunos que estudavam nas 26 salas de aula do Regente Feijó em três turnos serão transferidos, a partir de segunda-feira, para o Ginásio de Esportes Oscar Pereira onde terão aulas até o final do semestre.
O prefeito Joselito Cantos (PSDB), que é também presidente da Comissão de Defesa Civil, disse que a interdição será mantida até que a restauração estrutural seja concluída. A previsão da Secretaria Estadual de Educação é que o Regente Feijó comece a ser restaurado em outubro deste ano. Como se trata de patrimônio histórico, o processo de contratação de empresa especializada é mais lento. O governo dizia que por problemas burocráticos a licitação atrasaria o início da obra, com a interdição do prédio ele pode dispensar o processo licitatório alegando emergência, disse o prefeito.
O colégio, contruído em 1924, é o mais antigo de Ponta Grossa. As obras de restauração foram orçadas em R$ 418 mil e o Banco Mundial, através do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio (Proem) deverá financiar a reforma. Canto quer marcar uma audiência para a próxima semana com a Secretária de Estado da Educação, Alcione Saliba, para disutir este assunto. Vou esperar até o final das férias de julho, se o governo não começar a reforma farei um grande movimento na cidade para denunciar a demora no repasse dos recursos, afirmou.
Antes de interditar o prédio, Canto conversou por telefone com Alcione. Segundo ele, a secretária concordou com a medida. No laudo de vistoria, o coordenador da defesa civil, Carlos Lopatiuk, constatou grande probabilidade de curto circuito, vigamento podre, sustentação do assoalho e teto com deficiência, podre e em péssimo estado de conservação, sobrecarga de peso e diversas salas e áreas com infiltrações.
Ontem à tarde um grupo de mães de alunos promoveu uma passeata pelas ruas de Ponta Grossa em favor da interdição, com cerca de 150 participantes. Queremos que nossos filhos tenham aula, mas não podemos deixar eles estudarem em um lugar que pode desabar a qualquer momento, reclamou Marlene Puchta de Paula, que organizou a passeata.





