Defesa Civil está alerta em Curitiba
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terça-feira, 12 de setembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
A Defesa Civil de Curitiba está em alerta por causa das fortes pancadas de chuva que se iniciaram na noite de anteontem. Diversos semáforos ficaram desligados e agentes da Diretoria de Trânsito (Diretran) e da Polícia Rodoviária Federal foram deslocados para as regiões mais problemáticas da cidade para evitar o congestionamento de veículos.
Casas ficaram ilhadas na Vila Solitude, no Cajuru. Nos bairros do Boqueirão, Pilarzinho, Santa Felicidade, Tarumã, Abranches, Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Cachoeira, Bairro Alto e Sítio Cercado ocorreram problemas pontuais por causa da obstrução de galerias. Um caminhão sugador da prefeitura foi deslocado para os bairros mais problemáticos para fazer a desobstrução de galerias.
Na Vila Tingui, o muro da Escola Dona Branca desabou. Ninguém ficou ferido. Nas margens da BR-277, na Vila Solitude, em Curitiba, quase na divisa com São José dos Pinhais, uma família ficou desalojada e teve que desocupar o local por causa do alagamento provocado pela cheia no Rio Iguaçu.
Em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba, a situação é ainda pior. O Rio Guarani avançou sobre as casas. Ninguém ficou desabrigado, mas diversas famílias estão ilhadas. É o caso da família da dona de casa Tereza Módulo da Silva, 48 anos. Moradora da Vila Santa Terezinha, ela e outras 13 pessoas que vivem no local não tiveram como sair. Meu marido nem foi trabalhar hoje. Não temos como sair de casa, disse. A situação se repete de acordo com ela em todos os anos. Quando chove alaga tudo mesmo. Se chover mais um pouco, teremos que deixar a casa, afirmou.
Na Vila Guarani e no bairro Iguaçu a situação é a mesma. As famílias que moram na região ribeirinha não conseguem sair de casa. Como vamos sair. Temos medo por causa dos nossos filhos. Tem valeta e esgoto por toda a parte, declarou a dona de casa Isaura Moreira dos Santos, 58 anos.
Em Almirante Tamandaré, também na Região Metropolitana, uma família ficou desalojada no bairro Tanguá por causa do desabamento de uma residência. A família foi encaminhada para casa de parentes. Outras oito residências sofrem riscos de alagamento. Em Imbituva, município que fica 40 quilômetros a oeste de Ponta Grossa, mil pessoas tiveram as casas atingidas por causa da chuva. Segundo o farmacêutico Ernesto Rossi, da Secretaria Municipal de Ação Social, algumas famílias ficaram temporariamente alojadas num ginásio de esportes da região. Medicamentos foram distribuídos para as regionais para atendimento da população. Foi decretada situação de emergência.
Até o final da tarde, a Defesa Civil do Paraná registrou 40 residências atingidas pelas chuvas. No município de Mangueirinha, 3.900 pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas.
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou, através de sua assessoria, que vários municípios das regiões Oeste, Centro e Sul tiveram problemas de energia elétrica. Em Prudentópolis, Rebouças e Inácio Martins, além de parte de Irati, a Copel atendeu ocorrências em União da Vitória, Porto Vitória e Porto Amazonas, onde ocorreram quebras de postes, de rede elétrica e rompimento de cabos. (Colaborou Julio Cesar Lima)


