Defesa Civil apontou riscos de acidentes
Um laudo técnico da Defesa Civil de Ponta Grossa, enviado à empresa ALL no ano passado, e ao qual a Folha teve acesso, apontou problemas de manutenção na principal linha férrea que corta o município. De acordo com o documento, havia sequências de até quatro dormentes podres e placas e parafusos de união de trilhos soltos, o que poderia favorecer descarrilamentos.
O laudo, elaborado após vistoria conjunta de órgãos como Defesa Civil, Bombeiros e Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos (Crea), Copel e Sanepar, foi enviado à sede da empresa ferroviária, em Curitiba, em 31 de agosto do ano passado. As vistorias desses órgãos foram iniciadas depois que o descarrilamento de nove vagões com álcool, quatro com farelo de soja e dois com açúcar, quase dez meses antes, provocou um incêndio de 12 horas no município.
Os principais problemas na conservação da via foram constatados na região dos Alagados, um conjunto de represas em uma área de relevo acidentado, que abastece Ponta Grossa, Castro e Carambeí. Nesse local, os trilhos passam a poucos metros da água que, em caso de acidente, poderia ser contaminada. A Defesa Civil chegou a ameaçar interditar a linha caso a concessionária não tomasse providências.
Em carta, a ALL respondeu que recebeu a malha ferroviária em condições precárias, mas que as condições operacionais daquela linha estariam plenamente satisfatórias para o tráfego de trens de carga. Segundo a assessora do Conselho de Defesa Civil, Márcia Fernandes, a empresa fez consertos em alguns pontos, o que impediu que ocorressem novos acidentes no município. Estamos fazemos uma cobrança sistemática de medidas preventivas, afirma Márcia.





