Defesa Civil abrigou 61 famílias
Kraw PenasRosana Dias voltou para casa ontem, depois de uma noite no abrigoMoradoras de ocupações irregulares nas margens dos rios que cortam Curitiba, 61 famílias tiveram suas casas alagadas no domingo e foram abrigadas pela Defesa Civil. Ontem, com a melhora do tempo pela manhã, foi a hora de arrumar e limpar as moradias cheias de lama e lixo.
No abrigo montado no Templo Espiritualista Filhos de Iemanjá, na Campina do Siqueira, ficaram instaladas 21 famílias. Entre elas a da aposentada Renita Melo, 52 anos. Sem vontade de ver os estragos, ela preferiu ficar no abrigo, enquanto seus familiares voltaram para casa. A água sempre vinha, mas assim desse jeito foi a primeira vez, lamentava ela. Virou tudo de perna para cima. Não tem mais nada lá.
Um pouco mais adiante, no abrigo da paróquia São José Trabalhador, a situação era um pouco diferente. Voluntários, como a coordenadora da Pastoral da Criança Maria Creuza, separavam roupas e alimentos para a distribuição nas áreas mais atingidas.Nunca vi tanta água como ontem. A gente fecha os olhos e ainda vê aquela água imunda tomando conta de tudo. É coisa de calamidade pública, desabafava a voluntária.
Para quem teve coragem, e se aventurou na lama para fazer a limpeza, a decepção foi a mesma. Numa das casas da rua Germano Mute, também na Campina do Siqueira, a dona de casa Rosana Dias mostrava as marcas da água na parede. Quase todos os móveis foram perdidos. Foi tudo muito rápido. Não pensávamos que fosse encher tanto. Saímos de barco, só com a roupa do corpo e as crianças.
Técnicos da FAS ainda estão percorrendo as regiões mais atingidas, fornecendo roupas e alimentos às famílias mais atingidas pela enchente do Rio Barigui. (V.A.)





