A promotora da Vara Maria da Penha, Suzana de Lacerda, analisa que o trabalho na vara em Londrina, criada há três anos, não tem tido a agilidade necessária na elucidação dos casos e na punição dos autores dos crimes, devido à atribuição também de atender casos contra crianças e idosos.
Segundo ela, dos cerca de 6 mil processos que tramitam na Vara, 4 mil se referem à violência contra a mulher. "Audiências de fatos ocorridos em 2011 e 2012 estão para serem marcadas para 2014. Isso descaracteriza completamente o objetivo da Vara Maria da Penha, que prevê uma agilidade, uma resposta rápida e é por isso que nós defendemos a criação de outras varas que atendam especificamente as crianças e idosos", observa, citando a recomendação do Conselho Nacional de Justiça ao Tribunal de Justiça do Paraná, de criação de varas exclusivas. A assessoria de imprensa do TJ informou que a desembargadora que poderia falar sobre o assunto não poderia atender ontem.
Segundo a promotora, que também participou da audiência na Câmara de Vereadores, sete em cada 10 mulheres no mundo sofrem violência e as principais vítimas têm entre 15 e 29 anos. O Brasil, informou, ocupa a 7ª posição no ranking de países com homicídios de mulheres. Em 71% dos casos, ressalta, a violência é cometida por familiares ou companheiros.
Apesar de lamentáveis, Susana não vê esse dados somente como um crescimento da violência, mas também um aumento do número de mulheres que tem tido a coragem de denunciar. (F.C.)

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