Defasagem em Maringá é de cerca de 400 bolsas
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quarta-feira, 26 de novembro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Marcos NegriniEm campanhaO atleta Paulo André Jukoski, da equipe de vôlei Telepar/Maringá, doa sangue no Hemocentro Regional de MaringáO Hemocentro Regional de Maringá (HRM) precisa de mais 400 bolsas de sangue por mês para poder atender a todos os hospitais dos 29 municípios da região de Maringá. O hemocentro é um órgão público ligado à Universidade Estadual de Maringá (UEM), e é o único da região Noroeste que faz atendimento gratuito aos hospitais. Por mês, o HRM recebe 300 doações - o ideal, segundo a assistente social Ângela Tessaro, seriam 700 bolsas mensais.
A reivindicação do Hemocentro foi feita ontem, Dia Internacional do Doador Voluntário de Sangue, comemorado com homenagens e entrega de diplomas às empresas e instituições que mais colaboraram com doações de seus funcionários. Receberam diplomas de honra ao mérito a Copel, Sanepar, Correios, Sesi, Cooperfios e Ministério do Exército por serviços prestados pelo Tiro de Guerra. Também foram homenageados os voluntários que já fizeram mais de 14 doações no HRM.
Quando falta sangue, pedimos emprestado a laboratórios de Londrina, Cascavel e Paranavaí, afirma Ângela. Ela explica que todos os voluntários são orientados a conseguir cada um três novos doadores. É nessa reposição que conseguimos aumentar nossa cota, disse Ângela.
De cada doador o HRM retira entre 350 e 450 mililitros de sangue. A assistente social disse que se todos os doadores estivessem em boas condições de saúde o problema da cota ideal de 700 bolsas mensais estaria resolvido. Ocorre que o doador passa por três triagens antes de fazer a doação. A primeira é a hematológica, que avalia a pressão arterial, anemia e febre. A segunda é a triagem médica, onde o doador conversa com o hematologista. E a última é a triagem sorológica, que detecta doenças como hepatite, chagas, Aids, leucemia e sífilis. Nessa triagem, 60% dos doadores são barrados.
Para marcar o dia de ontem, a direção do HRM convidou o time de vôlei da Telepar/Maringá para fazer doações. Liderados pelo seu principal jogador, Paulão (Paulo André Jukoski), e pelo técnico Dema (Valdemar da Silva), o time doou sangue de bom humor e com muita festa. Foi a primeira vez que Paulão doou sangue em sua vida. Ele é gaúcho, tem 34 anos de idade e será pai pela segunda vez no primeiro semestre de 98.


