Londrina - Juliane Martins de Melo é um exemplo de que deficiência cognitiva não é uma barreira para trabalhar. Aos 38 anos, ela está prestes a completar dez anos numa grande rede do ramo de confecções. Nascida com Síndrome de Down, ela esbanja simpatia e desenvoltura. Qualidades que leva à sua rotina de trabalho na empresa. "Já passei por vários setores, desde o infantil ao provador. Em todos eles eu tinha que contar a numeração de peças e repor no local. Também tinha que ajudar os clientes a encontrar as roupas." Hoje, trabalha no setor que coloca os sensores nas peças novas que chegam da entrega dos caminhões.
Segundo sua mãe, Zilda de Melo, depois que começou a trabalhar, Juliane ficou muito mais madura e responsável. "Ela é extremamente dedicada e comprometida naquilo que faz. Ajuda nas despesas da casa com o dinheiro que ganha e paga suas coisas pessoais, como o curso de teatro e o plano no dentista", conta. E não para por aí. Ciente e confiante de sua capacidade e do direito conquistado de trabalhar, agora sonha em iniciar o próprio negócio em sociedade com os pais. "Já fiz curso de culinária. Talvez eu abra alguma coisa nessa área no futuro", adianta. (M.T.)

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