Curitiba - A máxima de que ''o Brasil para para assistir à Copa do Mundo'' é inegável. Quase todos já fazem planos de qual a melhor forma para ver os jogos da seleção brasileira e nenhum desses planos inclui passar o dia no escritório ou fazer compras no supermercado. No entanto, alguns levam esse planejamento ainda mais a sério, a fim de se dedicarem totalmente à competição. Eles chegaram a marcar as férias em razão dos jogos.
O engenheiro mecânico Leonardo Iwamura, 26 anos, pretende imergir no mundo do futebol nos próximos 20 dias. Ele sai de férias na segunda-feira, dia 14, e retorna no dia 5 de julho. Ainda assim, lamenta perder a abertura da competição, o jogo entre França e Uruguai, e as oitavas de final. A folga foi disputada na empresa de 30 funcionários que fabrica ferramentas de usinagem. ''Eu tive preferência porque minhas férias estavam para vencer. Mas só vou ficar os 20 dias para o meu chefe poder sair e assistir às semifinais e às finais'', explica.
Além de assistir a todos os jogos da seleção brasileira, ele quer garantir a presença na frente da telinha para os clássicos e também para as demais disputas que sejam transmitidas pela TV a cabo ou nos canais abertos. Para isso, Leonardo não marcou nenhuma viagem ou compromisso nas férias nem vai precisar ouvir reclamação da noiva, que estará trabalhando durante todo o período. No entanto, a ''jornada'' será solitária, nenhum outro amigo conseguiu a liberação para estar junto durante quase toda a Copa.
E se essa maratona já parece um exagero para alguns, a imersão futebolística de Leonardo vai mais além. Nos intervalos entre as partidas da África do Sul, é a vez do engenheiro tentar fazer ele mesmo um gol, seja no videogame (Winning Eleven ou Evolution Soccer) ou nas ''peladas'' com os amigos todas as terças-feiras e sábados. E é claro que ele fez o álbum de figurinhas da Copa e vai participar de ''bolão'' de apostas. Seu palpite chega até as semifinais: Inglaterra X Brasil e Espanha X Argentina.
Antecedência
O técnico-administrativo Diogo Fernandes, 30 anos, já comunicou, em dezembro, ao chefe do escritório da Copel onde trabalha. ''Teve colega que tentou marcar também para junho, mas reservei com bastante antecedência. Todo mundo começa a prestar atenção nisso perto da Copa'', afirma.
No mundial passado acompanhou a maior parte dos jogos no trabalho. Mas é impossível dedicar toda a atenção às partidas. Ainda mais quando se está começando no emprego e tinha que fazer uma ''média'' para o chefe, como era sua situação na época.
Entre uma tarefa e outra, Fernandes corria para a televisão do escritório e conseguia ver as seleções em campo por alguns minutinhos. Em caso de prorrogação, conseguia esticar esse tempo um pouco mais. Claro, para um fã incondicional do futebol, ''uns minutinhos'' de um jogo de Copa do Mundo - seja qual partida for - é muito pouco. (Com Agência Estado)

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