Ainda em 1936, quando o imigrante alemão Hans Kirchhein (avô de Daniel Steidle) chegou à região de Rolândia, as dificuldades foram muitas. A família chegou a passar necessidade, mas contou com a ajuda das pessoas que já viviam na cidade. Como forma de retribuição e agradecimento, em 1968 o alemão fundou a escola Roland, onde além dos filhos de alemães, estudavam crianças de toda a comunidade.
Já naquela época, a escola oferecia um trabalho diferenciado aos alunos, com teatro, coral, artes plásticas, além da conscientização ambiental. O imigrante começou a promover visitas à fazenda onde vivia com os próprios alunos, que conheciam a mata, os bichos, insetos e tudo o que o verde pode oferecer.
Conhecido como ''tio João'' (porque o nome alemão era difícil de pronunciar), o hábito criado por Kirchhein de visitar a fazenda tornou-se comum. ''Como acompanhávamos tudo de perto desde crianças, cresceu na família o senso de preservação do ambiente'', afirma Daniel Steidle.
Uma das exigências de Kirchhein era a preservação do casarão construído de peroba rosa, existente até hoje na fazenda. Ao completar 90 anos, em 1993 (mesmo ano em que faleceu), foi plantada a primeira árvore próxima à mina que existente na fazenda, que deu início ao processo de reflorestamento em área assoreada.
''Esse senso de preservação continua até hoje'', afirma Steidle, que junto com a mãe e a esposa, dá continuidade ao trabalho do avô. O começo do trabalho foi tímido, mas a parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto Ambiental do Paraná (Iapar), é possível realizar pesquisas e descobrir novidades da agricultura.
A fazenda recebe hoje, cerca de 2 mil visitantes ao ano. Este ano, cerca de 3 mil visitantes já passaram pelo local. ''É um trabalho simples, que envolve toda a família e agora está tendo o esforço reconhecido''.

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