Curitiba Do início do ano até agora, 64 municípios paranaenses protocolaram documentação junto à Coordenação Estadual da Defesa Civil, pedindo decretação de situação de emergência por causa da estiagem. O órgão reconheceu o estado crítico em 42 dessas cidades, conforme critérios estabelecidos pela legislação do Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec). Dos 22 restantes, quatro estão providenciando a documentação exigida e os outros 18 não se enquadram nos critérios de situação de emergência.
De acordo com o relatório do Sistema de Controle da Defesa Civil, na maioria dos casos, o problema da falta de chuvas afeta, principalmente, a zona rural dos municípios, com prejuízos à produção agropecuária. Apenas em Cruz Machado (45 km ao norte de União da Vitória), Mercedes (110 km a oeste de Cascavel) e Serranópolis do Iguaçu (81 km a nordeste de Foz do Iguaçu), as prefeituras solicitaram a decretação da situação de emergência em todo o município.
O chefe da Divisão de Defesa Civil, capitão Maurício Genero, explicou que a decretação da situação de emergência não caracteriza, necessariamente, a intervenção imediata de órgãos estaduais nas ações para minimizar os efeitos da estiagem. Por enquanto, as prefeituras estão administrando os transtornos conforme suas demandas, seja na agricultura ou no abastecimento de água urbano. Havendo necessidade, os governos municipais podem pedir auxílio do Estado ou da União.
A previsão do tempo não é nada animadora não só para esses municípios como para todo o Estado. Segundo o Instituto Tecnológico Simepar, persiste o quadro de estiagem, pelo menos, durante este sábado, e as temperaturas devem se elevar, com máximas de 25 graus, em Curitiba, 27 graus, em Londrina e 30, em Umuarama, a maior do Estado.
O aumento da temperatura é outro fator negativo para o abastecimento. Além do aumento no consumo, a evaporação da água dos reservatórios preocupa a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). De acordo com o gerente de Produção, Paulo Raffo, mesmo mantendo a barragem do Iraí a maior da Região Metropolitana de Curitiba fechada, o nível da água diminuiu em um centímetro. A Sanepar está bombeando água das cavas do Iguaçu cerca de 400 litros por segundo para complementar a vazão nos pontos de captação. Na segunda-feira, o corpo técnico da empresa se reúne para avaliar a necessidade de racionamento.

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