O prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca (PPB), assinou ontem de manhã decreto que cria a Área de Preservação Ambiental (APA) da bacia de captação do Rio Piava.
A criação da APA municipal é mais uma medida para tentar conter o assoreamento do rio, que está comprometendo o abastecimento de água na cidade.
A Sanepar foi obrigada a parar as máquinas durante 14 horas na semana passada, depois que a chuva forte encheu de areia o reservatório da estação de captação. Cerca de metade da cidade ficou uma manhã inteira sem água.
A Área de Preservação Ambiental do Rio Piava engloba 3,8 mil hectares, incluindo o Parque das Jaboticabeiras, um loteamento implantado em área proibida e principal ameaça ao Piava. Segundo o prefeito, a APA oferecerá meios legais para disciplinar e orientar o uso do solo na bacia.
A APA também permitirá a captação de verbas para projetos de preservação. ‘‘A APA dará mais força à necessidade de preservar aquela área e também servirá para chamar a atenção das autoridades estaduais e federais para o problema’’, disse.
Umuarama discute o problema desde que a ocupação urbana começou a interferir na qualidade da água, há 15 anos. Todas as soluções esbarram na falta de dinheiro.
Uma das obras mais importantes para proteger o rio, a construção de galerias pluviais no Jaboticabeiras, está paralisada há 3 anos.
Scanavaca disse ontem que o governo do Estado se comprometeu a liberar até o final do mês o dinheiro para retomar a obra, orçada em cerca de R$ 400 mil.
Criada a APA, o município terá dois anos para fazer o zoneamento da área. O zoneamento vai definir as áreas que devem ser recuperadas (principalmente matas ciliares e nascentes), limitar a ocupação urbana e as atividades agrícolas na bacia.
O Piava é o único rio próximo e ainda em condições de abastecer a cidade de aproximadamente 80 mil moradores que consomem em média 14 milhões de litros de água por dia.
Os outros rios ou estão poluídos demais ou ficam longe da cidade.

mockup