O juiz que responde pela 1ª Vara Criminal, Welington Emannuel Moura, decretou, na sexta-feira, a prisão preventiva do detetizador Paulo Lopes, 42 anos, acusado de ter matado a esposa Ana Maria Alconches, 39 anos, por estrangulamento. O crime ocorreu no dia 1º de janeiro na residência do casal, no jardim Santa Rita (zona oeste). A representação pela prisão preventiva foi feita pela promotora substituta da 1ª Vara Criminal, Gildelena Alves da Silva, a pedido do delegado do 3º Distrito Policial, José Carlos Bassalobre, que preside o inquérito.
A solicitação da prisão preventiva foi uma verdadeira guerra contra o tempo. Paulo Lopes já estava no 3º DP desde o dia 3, cumprindo prisão temporária que venceria no domingo à meia-noite. Os quatro filhos do casal estavam apavorados com a possibilidade de que pai ficasse em liberdade. Segundo uma das filhas, Gisleine Maria Lopes da Silva, 20 anos, Paulo Lopes havia jurado matar também os seus dois filhos mais novos, caso fosse solto. O acusado deve ser mantido preso até o julgamento. Paulo Lopes é viciado em crack e afirmou na polícia que matou a mulher porque desconfiava que ela o traía. Ele tem passagens pela polícia por estelionato.

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