Decom fará levantamento de estragos
Telma Elorza
De Londrina
O final de semana foi calmo na Prisão Provisória de Londrina (PPL) depois da rebelião que começou na sexta-feira à noite e só terminou na madrugada de sábado. Dois serralheiros trabalharam durante todo o sábado protegidos pelo Pelotão de Choque da Polícia Militar para recolocação de portas e grades em três celas. Ontem, os trabalhos de serralheria foram interrompidos e devem ser retomados na manhã de hoje.
Segundo o coordenador geral dos agentes penitenciários da PPL, Luiz Carlos Régis Lima Júnior, os presos estão amontoados em poucas celas já que parte das 24 celas ficou destruída. São 15 presos numa cela que normalmente comporta 8, em média, explicou. Ainda no sábado, 12 detentos foram transferidos para o 3º e 4º distritos policiais. A partir de hoje, devemos começar as transferências para outras cidades, afirmou.
O assessor de imprensa da Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos, Naym Libos, informou que o secretário Augusto Canto Neto já entrou em contato com o engenheiro-chefe da regional do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), Roberto Amaral, para que uma equipe do órgão visite a PPL nas primeiras horas de hoje para fazer levantamento dos reparos necessários. Segundo Libos, o secretário atendeu a uma solicitação do governador Jaime Lerner (PFL).
A equipe do Decom fará o levantamento e o orçamento dos estragos e, na sequência, a secretaria fará as obras necessárias. Em regime de emergência, como é o caso, há dispensa de licitação, já que o processo demoraria muito e a prisão não pode continuar assim, explicou o assessor.
A rebelião, que destruiu parcialmente a prisão, começou por volta das 20 horas da sexta-feira, com uma tentativa de fuga. Três carcereiros foram feitos reféns no momento em que trancavam as celas. O motim só foi contornado por volta das 5 horas do sábado, depois da promessa do delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, de analisar a pauta de reivindicações dos rebelados que inclui 20 itens.
As principais são a remoção dos presos já condenados, aumento do tempo de visitas e agilização na tramitação dos processos no Judiciário.





