Decom avalia obras paradas
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quarta-feira, 23 de julho de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Dois supervisores do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom) de Curitiba estão em Londrina fazendo um levantamento das obras que foram paradas e posteriormente canceladas através de decreto pelo governador Roberto Requião (PMDB). A medida foi tomada, segundo a atual administração, porque o governo anterior não deixou recurso para a conclusão das mesmas, medida prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Só em Londrina, cerca de 20 obras estão nessa situação, como a construção de uma sede do Corpo de Bombeiros na zona sul, a reforma do autódromo Ayrton Senna (zona norte), do Ginásio Alceu Malucelli, próximo à rua Humaitá, e do Centro Comunitário do Jardim Bandeirantes (zona oeste). O diretor do Decom na cidade, Valmir Matos, salientou que cada caso está sendo analisado para que se encontre uma solução. ''Já fizemos um relatório e agora eles (os supervisores) vieram para checar as informações'', observou. Matos disse que acredita na continuação dessas obras. ''É interesse do próprio governo terminar essas obras'', justificou.
Uma das construções visitadas ontem foi o Centro Comunitário, que foi ampliado com recursos do governo. O diretor da associação local, Nilton Aparecido Camargo de Oliveira, contou que o centro é utilizado para dar cursos, aulas de música e esportes. ''Eles não fizeram o acabamento e estava faltando as portas que nós compramos'', relatou. O professor de música Elias Alves dos Santos destacou que o centro é muito utilizado. ''A comunidade usufrui desse espaço e precisaria estar em melhores condições'', afirmou.
O diretor-presidente do Decom, Cézar Benoliel, destacou que todos os procedimentos para a conclusão dessas obras estão sendo realizados. ''É vontade não deixar nenhum tipo de esqueleto, mas temos que analisar cada caso. Depois do levantamento, vamos fazer uma proposta de orçamento suplementar que será encaminhada à Secretaria Estadual de Planejamento e depois passará pela decisão do governador'', explicou, sem citar prazos. Os supervisores ficam em Londrina até sexta-feira. Eles analisam também obras nas cidades da região.


