A direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde (SinSaúde) e do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) criticaram ontem, na Redação da Folha, as declarações do presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), César Caggiano dos Santos. ‘‘Nos causou surpresa a declaração onde ele nos acusa de trabalhar em uma linha próxima à reitoria’’, reagiu a presidente do SinSaúde, Ana Maria da Cruz.
As duas entidades não participam do ‘‘estado de greve’’ definido quarta-feira em assembléia com pouco mais de 200 professores e docentes e se consideram afastados do comando de greve. Ana Maria afirma que o SinSaúde e a Assuel não estão sendo chamados para as dicussões, apesar de terem direito a dois representantes cada no comando.
Segundo Ana Maria, é papel das entidades negociar com a administração da universidade, mas não há atrelamento com a reitoria ou com o Governo do Estado. Ela disse ainda que o SinSaúde e a Assuel não participaram da discussão onde foi definida a validade do voto dos alunos na assembléia que decidiu pelo início da greve na UEL. ‘‘No nosso entendimento, nesses pontos, quem tem que deliberar é a categoria’’, afirmou.
Para o diretor da Assuel, Marcelo Alves Seabra, a opção do comando de greve pelo voto universal dificultou as negociações do movimento universitário. Seabra disse ainda que existe um calendário estadual de mobilização que não foi respeitado em Londrina. ‘‘Isso serviu para desacreditar o movimento’’, analisou.
Seabra afirmou que Caggiano deveria tomar conhecimento dos indícios de que professores recebem gratificação por Tempo Integral de Dedicação Exclusiva, mas têm outro emprego. ‘‘O César cobra transparência, mas parece incoerente. Ele faz parte do Conselho Universitário da UEL onde é remunerado e também é do Conselho da ParanáPrevidência, onde também recebe’’, acusou. Ontem a Folha não conseguiu localizar César Santos. De acordo com o Sindiprol, ele estava em Curitiba.
Seabra e Ana Maria estavam acompanhados por Luis Rancon, diretor da Assuel, e Oranides Valez Pires, secretário do SinSaúde.

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