Apesar de já estar sendo cogitado há algum tempo, o fechamento do Hospital Londrina pegou todos de surpresa. A presidente do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina, Ana Maria da Cruz, diz que soube do fechamento do hospital ontem, no início da tarde. Para a categoria, ela ressalta, ‘‘é mais um posto de trabalho que se fecha’’.
Ana Maria da Cruz diz que a preocupação do Sindicato agora é com relação aos direitos trabalhistas dos funcionários. Ela diz que, desde o ano passado, já ouvia falar das dificuldades financeiras do hospital.
A 17ª Regional de Saúde recebeu um fax ontem comunicando sobre a desativação do hospital, inclusive nos setores de emergência e urgência. Apesar de o hospital não ser credenciado para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o local estava disponível para prestar atendimentos em casos de emergência - socorrer vítimas de um acidente, por exemplo.
A chefe da Divisão de Assistência à Saúde da Regional, Roselene Aparecida Machado, diz que a movimentação nos hospitais de Londrina aumentará com o atendimento de conveniados que iam antes para Cambé, mas acredita que isso não será problemático. ‘‘Os hospitais vão absorver se tiverem condição. E, para o SUS, continua cadastrado o mesmo número de leitos’’, disse Roselene.
O presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Álvaro Jabur, lamentou o fato, afirmando que, embora não atendesse pacientes do SUS, o hospital tinha uma boa estrutura física. ‘‘É a perda de uma estrutura de saúde da região’’, observa o médico.
Álvaro Jabur diz que a AML já entrou em contato com a direção do hospital para verificar a situação dos médicos que trabalhavam lá. ‘‘Eles garantem que os médicos e funcionários não terão nenhum tipo de dificuldade para receber seus direitos’’, relata Jabur.
A dona-de-casa Silvia Pinheiro, conveniada com a Capesaúde (ligado ao Ministério da Saúde), tinha uma consulta marcada para hoje. Ontem à tarde, ela recebeu um telefonema do hospital avisando do cancelamento da consulta. ‘‘Disseram que o hospital seria desativado’’, lamentou a dona-de-casa.
Silvia Pinheiro diz ter ficado chateada com a notícia porque gostava do serviço prestado pelo hospital. ‘‘O atendimento era excelente.’’
Ela mora em Londrina e observa que sempre teve como alternativas outros hospitais da Cidade; no entanto, preferia ir até Cambé.
(Lucília Okamura)

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