Decisão sobre liberdade de freira depende do MP
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terça-feira, 07 de agosto de 2001
Cláudia Carneiro<BR>Especial para a Folha<BR>e Guarapuava 
O dia de ontem foi de apreensão e muita expectativa no Fórum de Guarapuava. Apesar de esperada desde o final da manhã, não saiu a decisão da juíza da 1ª Vara Criminal, Carmem Silvana Zolandeck Mondin, sobre a revogação da prisão preventiva da irmã Anilse Terezinha Bianchini. No meio da tarde, a juíza encaminhou despacho à Promotoria Pública para análise e parecer.
De acordo com o promotor Humberto Puccineli, a análise dos autos e a emissão do parecer exigiriam tempo, em especial pela extensão do relato que deve ser anexado ao processo. Pelo trâmite normal, a Promotoria tem três dias para emitir o parecer, mas segundo Puccineli, é provável que o posicionamento do Ministério Público seja conhecido ainda hoje.
Ontem, a juíza Carmem Mondim ouviu a servente Lindacir Reinoud, que trabalha na Creche Santa Terezinha, dirigida pela freira. O depoimento demorou pouco mais de meia hora. A testemunha foi inquirida pela juíza sobre os casos de violência contra as crianças cometidas pela irmã Anilse Bianchini e sobre a intermediação de recém-nascidos para adoção. A testemunha disse não ter presenciado qualquer das 12 situações citadas pela juíza. No final do depoimento, a juíza garantiu para hoje o despacho com a decisão sobre a libertação da freira.
Anilse Terezinha Bianchini está presa na Guarnição do Corpo de Bombeiros acusada de coação de testemunhas no inquérito que apura o envolvimento dela em adoção irregular e maus-tratos de crianças.


