A carceragem do 2º Distrito Policial (zona leste de Londrina) poderá ser interditada hoje, pela quinta vez em dois anos, por causa da superlotação. A decisão cabe ao juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, que anunciou que sua sentença será conhecida hoje. O distrito, o único dentre os seis da cidade que ainda dispõe de celas para internos masculinos, tem capacidade para abrigar 68 presos mas contava com 210 no início da noite. A transferência de pelo menos 42 presos, anunciada como medida imediata, não aconteceu ontem.
Valle concluiu a análise do relatório sobre a situação preparado por oficiais de Justiça e pelo promotor da VEP, Francisco Soares Dias Filho. As chances dele se decidir pela interdição são grandes, uma vez que o promotor teria se posicionado favorável à medida.
Caso o 2º DP seja interditado, a Polícia Civil fica proibida de encaminhar novos presos para aquela carceragem. Além disso, parte do excedente precisaria ser transferida com urgência para uma unidade prisional provisória, como a Casa de Custódia de Londrina (CCL). O problema é que também esta prisão já trabalha praticamente no limite de sua capacidade.
Na tentativa de buscar uma solução emergencial, o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, enviou ontem à tarde ao juiz uma proposta de readequação. Ele propôs a colocação de, no máximo, sete presos em cada uma das 13 celas do 2º DP e a adoção do mesmo modelo nos 72 cubículos da CCL. Com isso, o DP passaria a abrigar menos de 100 presos e a Casa de Custódia teria pouco menos de 500 internos.
Questionado sobre a proposta, o juiz afirmou que ainda não tinha lido o ofício.

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