A Prefeitura de Londrina divulga hoje de manhã, por meio de sua Procuradoria, o resultado da reunião realizada ontem para definir de que forma será feita a transição para a municipalização da Escola Oficina (zona norte), que acontece a partir de janeiro de 2004.
Apesar de tranquilo, segundo o procurador Carlos Scalassara, o encontro dividido em duas partes, de manhã e à noite foi longo, com mais de cinco horas de duração. Nele, estiveram presentes diretores da atual mantenedora da Escola, a Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), além de representantes da Procuradoria e Auditoria do Município, além das secretarias municipais de Assistência Social e Educação e do promotor da Vara de Infância e Juventude de Londrina, Thiago Gerardi.
De acordo com Scalassara, os participantes consentiram em não divulgar a decisão ontem. ''Só o que podemos afirmar é que o acordo pressupõe tanto ação da Acalon quanto da prefeitura'', resumiu o procurador. Na semana passada, ele havia considerado viável a proposta do município, já que ela previa a volta dos repasses mensais de R$ 9,5 mil, suspensos desde maio devido a suspeitas de irregularidades. Na mesma ocasião, cogitou-se ainda a participação no pagamento de parte das dívidas da entidade, que deve hoje só ao INSS 56 mensais parcelas atrasadas, acumuladas nos últimos cinco anos.
O secretário da Acalon, Márcio Filla, não foi encontrado para comentar a decisçao tomada pela entidade no último fim de semana. Na penúltima reunião, contudo, ele afirmara que uma das condições para que as dívidas fossem saldadas seria a demissão de funcionários.

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