Karina Kayamori tem três tatuagens, todas feitas quando ela tinha 17 anos. ''Na época foi a saída que encontrei para preencher um vazio e fazer parte de um grupo'', revelou. Atualmente com 30 anos, Karina afirmou que as tatuagens não fazem mais parte do seu universo. ''Quero retirar todas. Hoje sei que agi por impulso. Me arrependi'', garante. Dois desenhos foram feitos nos ombros e um na cintura. Para escondê-los, Karina chegou a mudar o guarda-roupa. ''Agora só uso blusas com mangas, de forma que não deixem as tatuagens aparecerem'', definiu.
Ela afirma que ainda não tirou os desenhos por falta de oportunidade. ''Depois que me arrependi, cheguei a procurar um médico, mas na época descobri que estava grávida, precisei esperar passar a gestação e a fase de amamentação. Ainda não tive oportunidade para voltar a procurar uma solução'', explicou.
Karina disse que mudou de idéia em relação às tatuagens porque se converteu à religião evangélica. ''Independente de religião, não recomendo que ninguém faça. Acho que com a maturidade as pessoas se arrependem. Hoje as tatuagens não combinam mais comigo. Prefiro uma cicatriz ou uma queimadura do que o desenho'', garantiu.
Para Cláudio Prado, 25 anos, a situação é semelhante, mas a tatuagem dele ocupa quase metade das costas. ''Eu tinha 17 anos, trabalhei em um estúdio de tatuagens; na época coloquei ainda dois piercings nos lábios, um no mamilo e dois alargadores nas orelhas'', lembra. Atualmente Claudio só ficou com a tatuagem ''porque é muito grande para retirar'', disse. Todos os outros acessórios já não fazem mais parte do corpo dele.
Ele entende que sua decisão foi ''coisa de adolescente''. Depois de adulto, Cláudio chegou a colar a orelha com super bonder quando ia fazer entrevistas de empregos. ''O que ficou pior foi a orelha, como este buraco que não fecha. É uma questão estética. Pretendo fazer uma cirurgia corretiva logo'', concluiu. (M.A.)

mockup