Para possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a pessoa deve ter mais de 18 anos e apresentar condições físicas e mentais para desenvolver a atividade, sendo que a cada cinco anos é feita a renovação do documento. Segundo a coordenadora de Educação para o Trânsito do Detran/PR, Maria Helena Gusso Matos, o Código de Trânsito Brasileiro não estabelece uma idade limite para a renovação da carteira, contudo, o exame de aptidão física e mental deve ser realizado a cada três anos para condutores maiores de 65 anos.
''Não existe uma idade padrão fixada para retirar ou renovar o direito de dirigir do cidadão. Mas a decisão final será tomada pelo médico que avalia o idoso durante os exames. Assim, o candidato à renovação da carteira pode ser considerado apto, ter restrições temporárias ou até mesmo inapto'', explica. A coordenadora lembra que, o ato de dirigir muitas vezes é tido como corriqueiro, porém é uma tarefa complexa que exige plenas condições de saúde. ''O envelhecimento traz perdas nas habilidades cognitivas, sensório-perceptivas e motoras. Todas essas habilidades diminuem em algum nível com o avanço da idade e afetam diretamente o desempenho na direção veicular. No entanto, se o idoso apresenta uma boa saúde, a princípio não há problemas.''
De acordo com Maria Helena, as principais consequências da idade são a redução da acuidade (condição) visual e na habilidade de processar informações, dificuldades na tomada de decisão e julgamentos, diminuição do reflexo e lentidão às reações. Para ela, mais importante que idade limite é saber a hora de abandonar o volante. ''Jovens quando tiram a carteira ganham independência dos pais. Para os idosos, continuar a dirigir é ser independente dos filhos. Por isso, é fundamental o papel da família no acompanhamento das condições e do grau de dificuldade desse motorista e na conscientização de suas limitações'', destaca.
Mesmo com dificuldades para dirigir, diversos fatores como o transporte público ineficiente e a falta de segurança nas ruas contribuem para que os motoristas idosos continuem dependentes do carro. ''Eles não aceitam perder sua mobilidade, pois isso acarreta em diminuição da interação social, comprometendo até a qualidade de vida'', diz a coordenadora. (M.T.)

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