O ortopedista Paulo Vinícius Lopes afirma que não se lembra especificamente de casos de associados da Ap-LER, mas diz estar com a consciência limpa quanto à sua conduta. ''São muitos pacientes que passam por avaliações, uns 100 por mês. Mas são poucos os casos de LER em que emito laudos que dizem que o paciente pode continuar trabalhando e imponho restrições quando acho necessário. E é bom lembrar que meu parecer é apenas auxiliar. A decisão final passa pelo perito do INSS'', disse Paulo, que afirma que Antônio Silvio, seu pai, não faz mais avaliações desse tipo já há alguns meses. Segundo Paulo, Antônio Silvio preferiu não comentar o assunto.
José Luiz Camargo, delegado do Conselhor Regional de Medicina (CRM) em Londrina, afirmou que ainda não tomou conhecimento do documento. ''Sempre se toma alguma atitude nesses casos, apuramos o que realmente aconteceu, se tem fundamento e se caracteriza uma infração ética'', explicou. Segundo ele, na próxima semana o CRM deve ter uma posição sobre o caso. No INSS, a chefe do serviço de benefício da gerência, Maria Cristina Melo, declarou que o documento foi encaminhado para o gerenciamento de benefício por incapacidade para ser analisado. (Fábio Galão e Fernanda Bressan)

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