Dorico da SilvaMudança contestadaJairo Firmino: ‘Não vai funcionar’


Dorico da SilvaUsuário descontenteBenedito Reis: ‘É perseguição’




A decisão da Justiça não agrada os moradores das localidades que dependem das linhas da empresa de ônibus Francovig. A maioria trabalha em Londrina e vem à Cidade diariamente. Outros vêm com frequência para as compras. Pelas facilidades de acesso, eles pegam o ônibus nos pontos da avenida Duque de Caxias (área central). O embarque e desembarque exclusivo na estação rodoviária vai dificultar o transporte desses passageiros.
O agricultor Cláudio de Almeida, morador das redondezas da Usina Três Bocas (zona sul), afirma que para pegar o ônibus na rodoviária terá que gastar outra passagem. ‘‘Não tem como ir até lá a pé. Vai ficar mais caro. O melhor é continuar como estᒒ, sugere. Para a dona de casa Augusta Lian da Silva, que regularmente vem a Londrina para tratamento médico, é ‘‘mais fácil’’ pegar o ônibus na avenida Duque de Caxias. ‘‘Vou ter que gastar mais para ir até a rodoviária’’, diz. ‘‘E vamos ter que pegar o ônibus da Grande Londrina que mais caro que a outra empresa’’, afirma o aposentado Pedro Tolentino.
Para muitos, o fim dos pontos na Cidade vai comprometer parte do salário. É o caso da empregada doméstica Cleide Pinheiro de Azevedo, que depende da Francovig diariamente para ir ao trabalho. O embarque e desembarque na rodoviária siginificaria menos R$ 24,00 ao mês no orçamento de Cleide. ‘‘Vai ficar muito ruim. A gente vai gastar muito’’, lamenta.
O lavrador Jairo Firmino acredita que a mudança não ‘‘vai funcionar’’ para os passageiros. Como muitos outros, Firmino volta para a casa cheio de compras. ‘‘Como a gente vai fazer para ir com os pacotes até a rodoviária? Aqui na Duque é mais perto do centro’’, diz. ‘‘A Francovig é a única condução que a gente tem. Assim eles vão nos matar.’’
Até mesmo passageiros de bairros da zona sul, que têm a opção dos ônibus da Grande Londrina, discordam da proibição. Para o motorista Benedito Reis está havendo ‘‘perseguição’’ com a empresa Francovig. ‘‘Não é justo deixar de passar pelos pontos’’, opina o porteiro Onofre Tacovi, morador do parque Ouro Branco. Ele também utiliza o ônibus da Francovig para chegar ao serviço, no centro da Cidade.
Morador do parque Ouro Branco, Reis prefere usar os ônibus da Francovig devido ao menor preço. A diferença do preço entre os passes cobrados pelas duas empresas hoje é de R$ 0,10. ‘‘Se passar só na rodoviária vai ficar ruim, vai prejudicar a gente. A Grande Londrina está querendo tomar conta da Cidade e isso não pode.’’
(Edmara Michetti)

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