Um ato administrativo assinado na quarta-feira à noite pelo reitor da UEL, Pedro Gordan, determinando a normalização das atividades da instituição, antecipou para hoje a realização de assembléias dos servidores, inicialmente agendadas para a próxima semana.
O ato do reitor foi tomada em virtude da 2ª Vara da Justiça Federal de Londrina, do dia 21 de janeiro, que determinou a volta ao trabalho de 75% dos servidores da UEL, anulou a resolução do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Cepe) - que havia suspendido o ano letivo - e estipulou multa diária de R$ 50 mil. Gordan determinou aos sindicatos dos professores e funcionários que voltem ao trabalho em cinco dias. No mesmo prazo, devem ser retomadas as aulas para os formandos. Ele antecipou que irá controlar o cartão-ponto dos servidores.
O assessor jurídico da UEL, Gilbert Garcia de Souza, informou que seu colega de departamento, advogado Hamilton de Melo, ingressou com um agravo de instrumento, ontem na Justiça Federal em Londrina, para ser encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS). O recurso visa cassar a liminar concedida pela 2ª Vara.
A atitude de Gordan caiu como uma bomba entre os sindicalistas, que apressaram-se em antecipar suas assembléias. ‘‘A decisão complicou o movimento de greve’’, afirmou o presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Nascimento. Segundoele, ‘‘dificilmente a categoria irá cumprir a decisão’’, mesmo havendo sanções para os servidores.
Em Curitiba, o comando unificado de greve também não obteve sucesso na negociação que manteve com o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PTB). De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindprol), Cesar Santos, o governo recuou na decisão de antecipar o envio de projeto de lei complementar alterando os pisos salariais dos professores e funcionários das universidades.
As assembléias da Assuel e do Sindiprol e dos servidores da saúde acontecem pela manhã.

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