A decisão do casal de Curitiba que desistiu de uma das filhas trigêmeas logo após o nascimento delas causou perplexidade em todo o Brasil quando o caso tornou-se público na semana passada. Como entender esse abandono, principalmente levando em consideração que a mãe só engravidou porque os pais foram submetidos a um tratamento para infertilidade, passando por um processo de fertilização assistida em uma das principais clínicas da capital?

A professora de Direito da Família e Direito da Criança e do Adolescente da UniCuritiba, Camila Marquez Bresolin Bressanelli, acredita que esse caso é ‘‘chocante’’ porque os pais passaram por um processo de gestação assistida e sabiam das chances da mãe desenvolver gravidez múltipla.

Camila Bressanelli lembra que os pais não podem negar ao filho o direito à convivência familiar saudável e o direito de viver dignamente. ‘‘O mais grave é que essas crianças foram buscadas (através do tratamento médico) e eles sabiam que corriam risco de ter até quatro filhos’’, afirma.

Na opinião dela, os pais passaram por cima do fato que a convivência familiar é um direito fundamental da criança e que a nova lei de adoção brasileira prega a não separação de grupos de irmãos.

Leia entrevista completa com a advogada na edição de amanhã da FOLHA.

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