Decisão de casal curitibano que desistiu de uma das filhas após o nascimento causou perplexidade no País
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de abril de 2011
Redação FolhaWeb 
A decisão do casal de Curitiba que desistiu de uma das filhas trigêmeas logo após o nascimento delas causou perplexidade em todo o Brasil quando o caso tornou-se público na semana passada. Como entender esse abandono, principalmente levando em consideração que a mãe só engravidou porque os pais foram submetidos a um tratamento para infertilidade, passando por um processo de fertilização assistida em uma das principais clínicas da capital?
A professora de Direito da Família e Direito da Criança e do Adolescente da UniCuritiba, Camila Marquez Bresolin Bressanelli, acredita que esse caso é chocante porque os pais passaram por um processo de gestação assistida e sabiam das chances da mãe desenvolver gravidez múltipla.
Camila Bressanelli lembra que os pais não podem negar ao filho o direito à convivência familiar saudável e o direito de viver dignamente. O mais grave é que essas crianças foram buscadas (através do tratamento médico) e eles sabiam que corriam risco de ter até quatro filhos, afirma.
Na opinião dela, os pais passaram por cima do fato que a convivência familiar é um direito fundamental da criança e que a nova lei de adoção brasileira prega a não separação de grupos de irmãos.
Leia entrevista completa com a advogada na edição de amanhã da FOLHA.


