O Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (SindServ) reagiu ontem às declarações do prefeito em exercício Jorge Scaff (PSB), de que só deverá promover fusões ou extinções de secretarias e autarquias após as eleições, que serão realizadas em primeiro de outubro. Segundo o sindicato, o prefeito havia prometido dar uma posição sobre a proposta até amanhã.
Na semana passada, o sindicato entregou a Scaff uma proposta de reforma administrativa que poderia resultar no corte de 67 cargos comissionados, além de demissões na Frente de Trabalho (FT). Pelos cálculos do Sindserv, com as mudanças, a prefeitura poderia economizar no mínimo R$ 4 milhões até o final do ano. ‘‘É uma coisa ruim porque a comissão trabalhou 30 dias e ficamos sabendo da posição do prefeito pela imprensa’’, disse a presidente do SindServ, Marlene Valadão de Godoi.
Marlene lamentou a declaração do prefeito porque, segundo ela, a proposta do sindicato é uma forma de tentar obter uma economia nas contas municipais. ‘‘Se faltar dinheiro para os salários, como o prefeito irá fazer?’’, questionou a sindicalista. Ela explicou que somente o corte de cargos comissionados poderia reduzir os gastos da prefeitura em R$ 1 milhão. ‘‘Mas observamos que não está havendo qualquer interesse do prefeito’’, lamentou.
Neste mês, a prefeitura ainda não repassou ao SindServ o dinheiro da consignação (30 mil) referente a mensalidade sindical descontada do salário dos servidores municipais. Marlene Valadão disse ainda que o município também está em atraso com o Paraná-Banco, órgão que empresta dinheiro à categoria mediante desconto em folha de pagamento. ‘‘A Prefeitura não está conseguindo pagar seus fornecedores mas o prefeito insiste em deixar do jeito que estᒒ, criticou.
A Folha também apurou que a prefeitura deve R$ 5,2 milhões ao Corpo de Bombeiros e está atrasando o repasse de recursos à Associação dos Funcionários Municipais (AFML). Ontem à tarde a reportagem não conseguiu falar com o prefeito em exercício, Jorge Scaff. A assessoria de imprensa do gabinete do prefeito também não deu retorno sobre as críticas do sindicato.

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