Israel Reinstein
De Curitiba
As conversas sobre a proposta de nova lei de zoneamento e uso de solo entre o setor da construção e Prefeitura de Curitiba não chegou a um determinador comum. Iniciadas na segunda-feira passada, as discussões ficaram emperradas entre as entidades, que preferiram transferir o debate para o seminário sobre o assunto, a ser realizado, na quinta e sexta-feira, na Câmara Municipal.
O presidente do Associação dos Dirigentes de Empresas Imobiliárias (Ademi), José Carlos Martins, afirma que a transferência das discussões aconteceu por causa da viagem do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). ‘‘O setor da construção apresentou sua proposta, mas não obteve uma resposta’’, diz. Entidades de classe da construção civil e setor imobiliário não concordam com o novo índice de afastamento lateral nos prédios; com a implementação do instrumento de solo criado em algumas regiões da cidade; com a proposta do metrô elevado e a estrutura viária prevista inicialmente.
‘‘É preciso discutir melhor a proposta, que chegou para todos em forma de pacote, sem muito diálogo’’, afirma o diretor do Instituto dos Arquitetos do Paraná, Roberto Sampaio. Na avaliação do diretor, a prefeitura apenas realizou as reuniões com as entidades, buscando legitimar a sua proposta. Em média, cada uma das reuniões durou duas horas.
O debate entre técnicos do Ippuc e representantes das entidades antes do projeto seguir para a Câmara Municipal é a resposta do prefeito ao pedido do setor. No início de outubro, nove entidades entregaram uma carta a Taniguchi solicitando uma revisão conjunta da proposta. Na época, o presidente do Ippuc, Luiz Hayakawa, disse não concordar com o pedido.
Sampaio defende que seja alterado os itens da proposta em que o executivo deixa para depois a regulamentação da lei. ‘‘Existem pontos em abertos, que inviabilizam o diálogo’’, reclama.

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