Debate mostra necessidade de limites na educação dos filhos
O recente atentado praticado por dois estudantes da Columbine High School, em Littleton, Colorado, EUA, que culminou com a morte de 13 pessoas, e o assassinato de um índio Pataxó, praticado por jovens moradores de Brasília (DF), são episódios que revelam a falta de limites para as ações violentas dos adolescentes.
Entender estas ações é difícil, principalmente para os pais dos jovens que praticam tamanha violência. Na maioria das vezes, eles se perguntam onde erraram na educação dos filhos. Para tentar entender a difícil arte de educar, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) está promovendo o seminário Versões da mãe na educação.
Professores da rede pública municipal e estadual são o público alvo do seminário. A idéia, de acordo com o coordenador do evento, Carlos Alberto Mororó, é discutir os papéis das diversas mães, principalmente da mãe enquanto educadora. Profissionais de várias áreas participam do seminário como palestrantes. Segundo Mororó, a educação é um tema que precisa estar sempre em discussão, sobretudo nos dias atuais, quando a indisciplina é constatada a todo momento. A dinâmica da sociedade mudou muito na década de 90 e é preciso repensar os novos valores e a mudança do padrão familiar, diz.
Enquanto na década de 60 a luta era pela quebra dos limites, hoje, segundo Mororó, os pais precisam repensar a educação sob uma nova ótica, valorizando principalmente os limites das ações individuais. Os limites têm que ser respeitados porque eles existem na escola e na sociedade. Um filho educado sem limites acaba perdido na dinâmica da sociedade, explica.
Mororó diz que ao impor limites e repassar valores morais e éticos, a mãe não estará, necessariamente, sendo careta. Segundo ele, os limites não podem ser considerados inibidores de uma personalidade própria. Quando se impõe limites e se discute a moral e a ética, não quer dizer que você esteja educando um filho para que ele seja bonzinho e comportado. Rebeldia, criatividade e dinamismo podem existir mesmo quando se respeita e se conhece os limites, afirma. O seminário está sendo realizado no auditório da Biblioteca Pública de Maringá e termina nesta sexta-feira.Marcos NegriniEducaçãoProfessores da rede pública participam do seminário Versões da mãe enquanto educadora, na UEMOs limites não podem ser considerados inibidores de uma personalidade própriaLucinéia Parra





