Participantes do Seminário Nacional Sobre Desastres Ambientais defenderam ontem em Curitiba a criação de novos programas de emergência para amenizar os impactos causados por acidentes de grandes proporções. Eles cobraram das empresas e dos governos mais empenho para evitar casos como os dos vazamentos de óleo da Baía de Guanabara e em Araucária. O ciclo de debates foi aberto ontem e termina hoje à tarde no Edifício Castelo Branco, no Centro Cívico.
O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Wilson Lang, considera que a Petrobras, responsável pelos derramamentos de petróleo no Rio de Janeiro e no Paraná, precisa rever seus planos de emergência. ‘‘Na medida que a ocorrência de acidentes aumenta, é porque os coeficientes de segurança da organização estão diminuindo’’, afirmou Lang. O Confea patrocina o seminário, que teve a adesão de outras 20 entidades de classe do País.
Durante um balanço sobre as operações para conter a mancha de óleo que escapou para os rios Barigui e Iguaçu, em julho passado, o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), José Antônio Andreguetto, disse que mesmo que fosse eficiente, ‘‘o plano de emergência da Petrobras não estava dimensionado para um acidente daquelas proporções.’’ Depois do rompimento de um duto, cerca de 4 milhões de litros de óleo cru vazaram, sendo que 2,3 milhões para os dois rios que cortam a região metropolitana.
Foram lembrados ainda os 10 descarrilamentos de composições registrados este ano da Empresa América Latina Logística (ALL) - empresa que detém a concessão para explorar o transporte ferroviário de cargas. O diretor do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, Raska Rodrigues, disse que os acidentes estão sendo causados porque a ALL não faz a manutenção frequente dos trilhos. ‘‘A empresa vem priorizando grandes clientes em detrimento dos pequenos e necessários transportes’’, acrescentou Rodrigues.

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