Debate cobra eficiência contra danos ambientais
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Participantes do Seminário Nacional Sobre Desastres Ambientais defenderam ontem em Curitiba a criação de novos programas de emergência para amenizar os impactos causados por acidentes de grandes proporções. Eles cobraram das empresas e dos governos mais empenho para evitar casos como os dos vazamentos de óleo da Baía de Guanabara e em Araucária. O ciclo de debates foi aberto ontem e termina hoje à tarde no Edifício Castelo Branco, no Centro Cívico.
O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Wilson Lang, considera que a Petrobras, responsável pelos derramamentos de petróleo no Rio de Janeiro e no Paraná, precisa rever seus planos de emergência. Na medida que a ocorrência de acidentes aumenta, é porque os coeficientes de segurança da organização estão diminuindo, afirmou Lang. O Confea patrocina o seminário, que teve a adesão de outras 20 entidades de classe do País.
Durante um balanço sobre as operações para conter a mancha de óleo que escapou para os rios Barigui e Iguaçu, em julho passado, o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), José Antônio Andreguetto, disse que mesmo que fosse eficiente, o plano de emergência da Petrobras não estava dimensionado para um acidente daquelas proporções. Depois do rompimento de um duto, cerca de 4 milhões de litros de óleo cru vazaram, sendo que 2,3 milhões para os dois rios que cortam a região metropolitana.
Foram lembrados ainda os 10 descarrilamentos de composições registrados este ano da Empresa América Latina Logística (ALL) - empresa que detém a concessão para explorar o transporte ferroviário de cargas. O diretor do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, Raska Rodrigues, disse que os acidentes estão sendo causados porque a ALL não faz a manutenção frequente dos trilhos. A empresa vem priorizando grandes clientes em detrimento dos pequenos e necessários transportes, acrescentou Rodrigues.


