Eles bem que poderiam estar ‘‘zoando’’ numa sexta-feira à tarde. Preferiram falar sobre política. Aos poucos, Tarik, Lucas e Evandro (os três com 13 anos) vão descobrindo que por trás de uma eleição não existe apenas a tarefa de substituir governantes a cada quatro anos.
‘‘Os políticos só ficam prometendo, mas acabam não fazendo nada só para ter o que falar na próxima eleição’’, afirma Lucas, que por causa das aulas, arrumou tempo em casa para discutir a eleição com os pais. Estudante da 7ª série, Tarik acha que nem que se um governante quisesse ‘‘ele iria cumprir tudo o que prometeu em apenas quatro anos’’.
Evandro, o mais esquerdista dos três colegas, diz que na maior parte dos casos, os vencedores das eleições, quando chegam ao poder, procuram atender apenas ‘‘os interesses daqueles que mandam no País’’. Sobre a gestão de Fernando Henrique como presidente da República, Tarik considera que ele centralizou todas as atenções no Plano Real, ‘‘mas poderia ter feito muito mais’’, como por exemplo, combater o problema da seca no Nordeste.
‘‘A educação precisa de grande investimentos’’, ressalta Lucas, acrescentando que ninguém trabalha bem com baixos salários. O colega Evandro concorda e lembra da greve dos professores universitários que paralisaram suas atividades este ano para reivindicar aumento.

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