De spray de pimenta a aparelho de choque
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A violência urbana tem levado o cidadão comum a procurar novas formas de defesa contra a ação de bandidos. Melhor para o mercado de equipamentos de segurança, que tem diversificado os produtos para atender clientes que buscam proteção pessoal e para o seu patrimônio.
A empresa do consultor André Luiz Tomé dos Santos é um exemplo. A lista de produtos oferecidos é extensa: cerca elétrica, câmeras com visão noturna e gravação, spray de pimenta, equipamento de choque, entre outros. A exigência para efetuar a compra é que o cliente seja maior de idade.
O aparelho de choque elétrico foi a opção de um funcionário público de 30 anos, morador da Zona Oeste de Londrina, que preferiu ter a identidade mantida sob sigilo, em nome da segurança da família. A decisão por comprar o aparelho foi tomada depois que houve uma tentativa de estupro contra uma amiga.
A princípio o equipamento ficou com a irmã dele, que mudou-se para o exterior. Agora, o funcionário público carrega o equipamento no carro. ''Nunca precisamos usá-lo, mas foi a forma que encontramos de melhorar a segurança depois que a violência ameaçou uma pessoa próxima da gente'', comenta.
Outras medidas, como trocar a casa por um apartamento e investir em carro com ar-condicionado, para não precisar andar com a janela aberta, também foram adotadas pela família.
A firma responsável pela venda de equipamentos de segurança cuida também da manutenção dos produtos. Outras opções disponíveis são os grampos telefônicos, bastante procurados em tempos de campanha política e para tentar flagrar infidelidade conjugal. Este equipamento pode ser usado apenas para grampear o próprio aparelho. Já as algemas só são vendidas para empresas de segurança.
Há 16 anos no ramo, Santos comenta que o tempo em que o investimento em segurança era restrito à classe média alta ficou no passado. Hoje, acrescenta ele, é comum que casas de apenas 40 metros quadrados tenham cerca elétrica. ''E a tendência é que este investimento cresça mais a cada dia'', diz.
Santos foi chefe de segurança de uma grande empresa de Londrina, fez curso de guarda-costas vip na Espanha, com o pessoal do Mossad (Polícia de Israel), e foi integrante da Rota, em São Paulo. Apesar de vender equipamentos de segurança pessoal, o especialista ressalta que o correto é ''nunca reagir'' contra uma pessoa armada. Mas para a prevenção existe uma ampla gama de produtos, como câmera sem fio para espionagem, que grava áudio e vídeo, grampo para tecla de computador, binóculo com câmera digital.


