De ornamento a ameaça
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Fontes ou chafarizes costumam ser atrativos em praças. Servem para embelezar o local e atrair visitantes, tornando o local de visitação pública mais agradável. Sem manutenção adequada, no entanto, podem transformar-se em ameaças à saúde pública. Em Londrina, alguns exemplos chamam a atenção, principalmente por serem espaços recém-construídos ou reformados, que com frequência tornam-se motivo de preocupação e reclamações por parte da população.
É o caso da Praça Nossa Senhora Aparecida, na Vila Nova. O padre José Onero foi responsável pela celebração de missa na inauguração da revitalização da Praça Nossa Senhora Aparecida, que fica em frente ao santuário homônimo, no domingo de Páscoa. Por uma semana, a fonte funcionou normalmente. Depois, começaram os problemas. A fonte parou de funcionar e a água passou a acumular-se. ''Já foram encontrados focos do mosquito da dengue pelos moradores'', alerta o padre.
Para quem está exposto ao risco, sobra indignação. O empresário aposentado Luís Sato, 73 anos, vive há quatro décadas em frente à praça. Ele acredita que a melhor solução é manter a fonte recém-construída, mas desde que haja manutenção constante. ''É cedo para pensar em aterrar'', diz.
Construída para marcar o centenário da imigração japonesa no Brasil, a Praça Tomi Nakagawa contou até com a presença do príncipe do país do sol nascente na inauguração. Depois de pouco mais de um ano, a sujeira nos espelhos d'água contrasta com a imponência da arquitetura oriental e representa uma mancha num dos mais novos cartões postais da cidade.
Sorte que a sujeira da água não vai aparecer nas fotos que o promotor de eventos Roberto Carlos Rodrigues, 33, tirava do filho Bruno, 3, na tarde de segunda-feira. Para ele, a solução é a mais simples possível: ''O lugar é bonito, mas falta uma pessoa para cuidar. A prefeitura faz o espaço, mas o povo tem ajudar a zelar'', aponta.
Perto dali, o estudante e artista Luís Henrique Leite, 19, costuma descansar nos intervalos das performances de estátua viva na Praça Rocha Pombo. E não poupa críticas às condições do local. ''Acho que o risco de contaminação por doenças é grande. A limpeza não é suficiente. O lago está parecendo um grande acervo de micróbios'', alfineta.
Manutenção
O poder público, por outro lado, alega que está intensificando os serviços de manutenção das praças. O assessor executivo da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Agnaldo Rosa, informou que o serviço de esgotamento e limpeza dos espelhos d'água já começou. Segundo ele, a rotina de manutenção vai passar por mudanças, com uso de mão de obra contratada para fazer a varrição da cidade. Outra medida é uma parceria com a Secretaria Municipal de Obras e a Sanepar para cuidar das bombas de água e fontes das praças. Também está prevista a destinação de um funcionário para zelar exclusivamente da Rocha Pombo e Tomi Nakagawa, além de parcerias com a comunidade.


