No ano em que o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, nem tudo foram flores no país. Tivemos escândalos de corrupção, desastres que assolaram cidades, epidemia da gripe A. Fatos que deixaram a nação triste, assustada e, principalmente, indignada. Contudo, a frase da campanha do governo federal - ''Sou brasileiro e não desisto nunca'' - cai como uma luva diante do otimismo desse povo. E que este não seja interpretado como comodismo ou conivência. Muito pelo contrário, é sinônimo de muita garra que refletiu em trabalho nos quatro cantos do país.
Por isso, assim como em anos anteriores, 2009 se vai, mas com ele a esperança de um próximo ainda mais produtivo e de realizações. E, pelo que depender das expectativas de jovens ouvidos pela FOLHA, Londrina e Brasil podem esperar por um ano de conquistas.
Para a bacharel em Direito, Mariana Cardoso, depois de um ano conturbado na política, a cidade de Londrina está começando a colher os frutos. ''Espero que no próximo ano o prefeito dê continuidade no que deu início em 2009. As mudanças estão acontecendo.''
A recém-formada acredita que todos os casos de corrupção que estão vindo à tona são reflexo do aumento da cobrança da população. ''As pessoas estão mais atentas e sabem dos seus direitos. Os políticos corruptos não vão continuar saindo ilesos, pois a sociedade não admite mais que seja enganada.'' Entre as primeiras soluções ela acredita que sejam as emergenciais. ''Ainda existe muito o que fazer. Mas ouço muita reclamação dos buracos nas ruas e matagais nas periferias. Isso tem que mudar rapidamente'', completa.
Primeiro plano
Considerado um dos mais importantes setores de uma administração, porém, um dos mais complexos, a educação também deverá ter melhorias na visão dos jovens. ''Acho difícil que o ensino integral se concretize em Londrina, mas todo o esforço para alavancar a educação será bem vindo'', diz o vendedor Michel Cleber Correia, de 23 anos. Ele defende que a educação deveria ser a principal ''arma'' dos políticos. ''A base de tudo é a educação, contudo, os governantes prometem e não investem nesse setor. Acaca ficando para último plano, quando deveria ser o primeiro.''
Para ele, o investimento nessa área só traz vantagens. ''Melhoria na educação reflete na saúde, em noções de cidadania, redução da violência. Enfim, somente coisas boas para o desenvolvimento de um país.'' Pelos motivos mencionados, Michel espera ainda que benefícios sejam dados aos professores. ''Acho que o ensino público tem salvação e os profissionais têm buscado se aperfeiçoar. Até mesmo por isso, os salários deveriam ser melhores. Se o professor trabalha feliz, satisfeito, o aluno vai aprender melhor'', observa.
Recuperação
Já na economia, com um ano de incertezas frente à temida crise financeira mundial, para a advogada Natália Paranzini Gorni, de 25 anos, 2010 será um ano de recuperação. ''Aqui no Brasil a crise não foi tão forte. Ainda assim, várias pessoas perderam o emprego e grandes empresas quase fecharam. Isso afetou todo os setores da economia'', argumenta. Por isso, segundo ela, mais incentivos por parte do governo devem ser feitos. ''O IPI foi uma importante medida. Pessoas conseguiram realizar o sonho do carro novo. Diminuir os impostos é fundamental para movimentar a economia.''
Com relação ao meio ambiente, o problema crônico da superpopulação de pombos no município continua em voga. O auxiliar de cabeleireiro Tiago Souza, de 25 anos, defende que algo seja feito, mas não concorda com o abate das aves. ''Realmente é um problema que tem que ser resolvido com urgência, principalmente pela questão do risco de contaminação e doenças. Mas não acho que a saída seja matá-las. Bem como para os cães abandonados. O melhor os cachorros num local para futuras doações'', comenta.
Consciência
Assunto exaustivamente debatido em reuniões do segmento, a diminuição da poluição, para Tiago, precisa fazer parte do dia a dia das pessoas. ''Não adianta apenas um fazer. Todos têm que colaborar. Ainda falta muita consciência. Espero que isso comece a mudar no ano que vem com a população jogando menos lixo nas ruas, economizando água e energia.'' Além disso, ele lembra as condutas para a prevenção do Aedes aegipt. ''O verão está aí, e o risco de proliferação do mosquito da dengue também. Esse é o momento das pessoas mostrarem realmente que estão preocupadas.''

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