DE OLHO NAS ESTRELAS - Uma aula de astronomia indígena
Em um teatro o espetáculo começa quando as cortinas se abrem, mas em um planetário isso acontece quando elas se fecham, para impedir a entrada da luz e transformar o dia em uma noite estrelada. O Planetário de Londrina recebeu a visita do professor Germano Afonso, que trabalha em Manaus e é a única autoridade brasileira em astronomia indígena. A plateia foi composta por estudantes da rede pública e o evento foi realizado para comemorar a Semana do Índio.
Usando um laser, Afonso foi apontando para as constelações e mostrando onde elas surgiam ao anoitecer e sumiam quando o dia aparecia. Para tornar mais fácil a identificação das formações estelares, ele usou algumas das constelações mais conhecidas no Brasil: o Cruzeiro do Sul, as Três Marias e a de Escorpião. Partindo delas ele foi introduzindo as constelações conforme os conhecimentos indígenas, como da Ema, do Homem Velho, da Anta do Norte e do Veado do Campo.
Muitos indígenas, segundo o professor, utilizam até hoje o conhecimento de astronomia para determinar a época de plantio e de pesca e quando realizariam rituais. Por meio dessas observações celestes também podiam saber qual o período de chuva ou de estiagem.
Agrupamentos de estrelas, sendo que desde 1922 a União Astronômica Internacional (UAI) reconhece 88 constelações
É uma ciência natural que estuda corpos celestes (como estrelas, planetas, cometas, galáxias) e fenômenos que se originam fora da atmosfera da Terra (como a radiação cósmica)
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