De mosca a caco de vidro
Fotos: José SuassunaManoel Antunes da Silva, engraxateRose Mendes, comerciáriaWalmir Justus, aposentadoQuase todos que costumam almoçar nos restaurantes de serviços rápidos do Centro de Curitiba afirmam que encontrar cabelo, mosca e pequenos ciscos na comida é um fato comum. Por isso, muitos mantêm fidelidade e frequentam normalmente o mesmo restaurante. ‘‘A comida é caseira, é feita pela própria família e eu já conheço a qualidade’’, diz Manoel Antunes da Silva, engraxate há 14 anos na Boca do Brilho. Para ele, as opções cresceram muito nos últimos anos, mas com elas também o número de estabelecimentos sem credibilidade. ‘‘Encontrar cabelo é normal. Já encontrei até caco de vidro comendo um frango empanado’’, conta.
Outro que diz já ter visto de tudo é o aposentado Walmir Justus. ‘‘Em 33 anos viajando e comendo em restaurantes eu já encontrei de tudo’’, diz ele, que pelo menos três vezes por semana almoça em restaurantes de Curitiba. O maior problema, para ele, são as saladas, que comumente são servidas mal lavadas, com bichinhos, ou com folhas já passadas e escuras.
Já a comerciária Rose Mendes diz que vive mudando de restaurante porque sempre encontra problema com a comida. ‘‘A maioria é limpa, mas já encontrei muita coisa na comida por a풒. Rogério Pascoal de Oliveira, que trabalha como palhaço, diz que nunca teve problema. ‘‘Vou quase sempre no mesmo, que tem comida boa, tempeiro caseiro. Às vezes também vario, mas nunca tive problema’’.
Quésia da Silva José, que trabalhava na Rua XV de Novembro divulgando uma escola de informática, diz que é difícil encontrar um local ideal. Priscila Prestes, reclama que há muitos locais de ‘‘baixa qualidade na comida, nada familiar e sujos’’. Ela diz ter
encontrado um bom restaurante, mas até nele achou uma mosca no marmitex. (M.G.)

mockup