Os cigarros falsificados possuem insetos, coliformes fecais, chumbo, zinco, material plástico e nenhuma qualidade de higiene. É o resultado da análise encomendada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), que constatou também que os cigarros falsificados possuem seis vezes mais alcatrão e nicotina que os limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo o diretor de comunicação da ABCF, Rodolpho Ranazzini, esses cigarros falsificados por indústrias paraguaias são destruidores e provocam males à saúde que atingem principalmente a classe mais pobre. ''O governo brasileiro precisa entender que a alta tributação do cigarro não está provocando a diminuição do consumo do cigarro, mas a migração dos consumidores para esses cigarros falsificados ou contrabandeados'', afirma.
Segundo ele, antigamente as indústrias ainda conseguiam entrar nas fábricas paraguaias com o apoio da polícia daquele país para apreender o material falsificado, mas agora os fabricantes começaram a investir em marcas próprias. ''Agora a gente só pode tomar medidas para coibir a chegada ao público consumidor e para isso a atuação da polícia tem sido importante'', diz o diretor da ABCF.
Ainda de acordo com a entidade, os contrabandistas e falsificadores de cigarro são os mesmos que atuam no tráfico de drogas e de armas e usam o cigarro como forma de lavar o dinheiro, potencializando os ganhos com o tráfico. (V.O.)

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