De início desprentesioso à mudança de vidas
A Associação Mãos Estendidas começou de forma despretensiosa. A família de Patrícia Pedalino começou a frequentar as missas em uma paróquia nas proximidades do Novo Amparo. Logo foi apresentada à comunidade, que pediu que a família assumisse a Pastoral da Criança. Por meio da pastoral, Patrícia e Aldo começaram a visitar as famílias.
Depois, a presidente da associação de moradores pediu ao casal que a ajudassem com alimentos para poder oferecer um lanche para as crianças enquanto elas não estivessem na escola. Para que não ficassem na rua, Patrícia começou a levar as crianças ao centro comunitário. ''As crianças ficavam no salão, onde eu distribuía papel, lápis e caneta e dava lanche.''
Muitas crianças atendidas também tinham problemas de saúde ocasionados pela desnutrição. Eram muitos os pais que trabalhavam fora, e os pequenos terminavam o dia sem uma alimentação adequada. No entanto, com o tempo, uma cozinheira do bairro se dispôs a fazer o lanche, dois estagiários foram contratados, até que Patrícia e Aldo Pedalino se reuniram com amigos e procuraram a participação de mais pessoas para fazer daquilo uma entidade. A esse ponto, só o centro comunitário já não comportava todas as crianças, e o antigo posto de saúde foi ocupado pela associação. (M.F.C.)





