De festa pagã a comemoração cristã
Muito antes do nascimento de Jesus, os europeus já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno: a festividade pagã do ''retorno do sol'' era celebrada em dias diferentes nas diversas partes do mundo. Foi apenas no século IV que o então Papa Julius I escolheu o dia 25 de dezembro como a data que substituiria os rituais pagãos do solstício de inverno pela festa cristã do Natal.
Símbolo da vida, a árvore de Natal é uma tradição muito mais antiga que o próprio cristianismo e não é um costume de uma religião em particular: os egípcios já levavam galhos de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano, simbolizando o triunfo da vida sobre a morte. Já os romanos enfeitavam suas casas com pinheiros durante a saturnália, festival de inverno em homenagem a Saturno, deus da agricultura.
A primeira referência a árvore de Natal como a conhecemos hoje data do século 16: em Strasbourg, na Alemanha, as famílias decoravam pinheirinhos com papéis coloridos, frutas e doces. A tradição espalhou-se, então, por toda a Europa e chegou aos Estados Unidos no início do século 19. Conforme a tradição cristã, o pinheiro foi escolhido como símbolo do Natal devido à sua forma triangular, que representa a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (M.G.)





