De estratégia de guerra a instrumento de inclusão
O termo fanfarra origina-se do francês ''fanfere'', que é um tipo de banda musical inicialmente composta por instrumentos de percussão e cornetas. Com o passar do tempo, ela foi incorpada a outros estilos, como o marcial para exibição pública. Durante essas apresentações, os músicos utilizavam além dos instrumentos de percussão, os instrumentos de sopro de metais (trompas, trompetes, bombardinos, tubas etc).
Anos, depois surgiram, as bandas musicais com a utilização dos instrumentos de sopro de madeira (flauta, saxofone e clarineta). De acordo com o professor de Música, Marcelo Fernandes, da Guarda Mirim, desde a Grécia Antiga já se ouvia falar de soldados frontais responsáveis pela fanfarra que, por respeito ao seu batalhão e sua descendência, queriam guerrear por sua pátria.
Em Londrina, as primeiras bandas de fanfarra surgiram na década de 60, nos colégios estaduais Mário de Andrade, Vicente Rijo, Marcelino Champagnat e nos colégios particulares Londrinense e Marista, segundo o regente da banda marcial do Champagnat, Francisco Assis Venâncio.
''As apresentações da fanfarra eram sempre um grande atrativo para quem acompanhava e representavam a identidade dos colégios'', destaca Venâncio, que logo cedo, aos 12 anos, começou a participar da banda de fanfarra do colégio Champagnat, em 1978.
''Apesar de já naquela época os colégios não receberem o apoio financeiro suficiente para a capacitação dos professores de Música, a escola se empenhava na atividade'', acrescenta Venâncio. ''Os desfiles cívicos eram sempre um espetáculo a parte que encantava o público pela disciplina e organização das bandas.''
O professor de música salienta que foi no começo da década de 80 que ocorreu uma mudança do perfil e as fanfarras deixaram de ser apenas militares para se tornarem grupos musicais, voltados a ensinar música e a se preocupar, fundamentalmente, com a inclusão social do aluno nas instituições de ensino. (F.C.)





