De cada dez animais apenas um sobrevive
Curitiba - Dados do 1º Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre, concluído pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) em outubro do ano passado, mostra que o tráfico é responsável pela retirada de 38 milhões de espécimes das florestas brasileiras todos os anos. Dessas, 4 milhões chegam a ser comercializados ilegalmente todos os anos. Isso significa que os outros 34 milhões morrem por causa do processo de captura, transporte e venda. Calcula-se que de cada dez animais contrabandeados apenas um chegue vivo ao seu destino em função dos métodos cruéis de transporte utilizados pelos traficantes.
Segundo o relatório, a maioria dos animais capturados é proveniente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. Estão na mira dos traficantes diversos tipos de animais. Cobras e aranhas, por exemplo, são capturadas para servir à indústria química-farmacêutica; aves, como arara, tucano e papagaio servem de animais de estimação; e bichos em extinção, como a arara-azul-de-lear ou o mico-leão-dourado são vendidos a zoológicos e colecionadores. Cerca de 40% dos animais capturados são vendidos para o exterior e 60% são comercializados ilegalmente dentro do Brasil, em especial nas regiões Sul e Sudeste.
A fiscalização, segundo Dener Giovanini, coordenador da Renctas, aumentou muito nos últimos anos, mas ainda é preciso capacitar mais pessoas para a realização do trabalho.(M.G.)





