De aprendiz a instrutor de circo
Da ginástica olímpica ao circo. De aprendiz a instrutor. Esta é a trajetória do arte-educador Pedro Geovani Queisada, 17 anos. Hoje ele ensina teoria e prática circense através dos projetos mantidos pela Rede da Cidadania, da Secretaria Municipal de Cultura. Para ele, além de prazer, as aulas de trapézio significam um meio de vida.
''Faço com prazer. E é muito importante porque, hoje, sobrevivo disso'', conta orgulhoso. Queisada começou como aluno da Escola de Circo do Conjunto Maria Cecília (Zona Norte de Londrina), que funciona no Centro Social do bairro. O bom desempenho trouxe o convite para integrar a Troupe Aero Circus. O grupo faz apresentações por toda a cidade e região. ''Depende da gente ser contratado'', revela o trapezista.
Com a experiência obtida nas aulas e nas apresentações, Pedro Queisada ''mudou de lado.'' ''Passei a ensinar o que aprendi para os alunos da Rede da Cidadania'', conta o arte-educador. Hoje, ensina no Maria Cecília e na Escola de Circo de Londrina, localizada na Avenida Higienópolis, 1849. Ele explica que as aulas da oficina de circo são bastante básicas. Em meio às atividades práticas, os possíveis futuros artistas circenses recebem imformações sobre a história do circo. ''Serve para os alunos saberem se é aquilo mesmo que eles querem'', enfatiza.
Uma nova turma está sendo formada para a Escola de Circo do Maria Cecília. Sete dos doze integrantes da Troupe Aero Circus são monitores da escola de circo. O resultado é celebrado pelos responsáveis pela Rede da Cidadania. ''Obtivemos resultados maravilhosos. O circo, por exemplo, anda de vento em popa. A procura é grande'', comemora Claúdio Rodrigues, coordenador de produção da rede e responsável pelo acompanhamento e apoio-técnico aos projetos, através de reuniões periódicas com os oficineiros, das mais diversas modalidades.(F.R.F.)





