DCE terá que prestar contas à UEM
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O Conselho de Administração da Universidade Estadual de Maringá (UEM) deu prazo até hoje para que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) preste contas dos últimos três anos. Se a prestação não for apresentada, a Procuradoria Jurídica (PJU) vai processar os responsáveis. Os estudantes que dirigiram o órgão nestes anos podem também ser excluídos dos cursos da universidade. O procurador jurídico da UEM, Wadson Gualda, disse não ter o nome dos responsáveis.
Segundo ele, a falta de prestação de contas vem desde a gestão de 1996, ano em que os números apresentados também não foram aprovados. Como os prazos não foram cumpridos pelo DCE, o CAD baixou uma resolução fixando a data limite para hoje. Caso os ex e atuais diretores e coordenadores não cumpram o prazo, poderão sofrer sanções penais, avisa Gualda. Ele diz que uma das irregularidades detectada pelo CAD é a cessão por parte do DCE de espaços para exploração dos centros acadêmicos.
São cantinas e salas de fotocópias cedidas ao diretório em 1993 para garantir renda aos administradores do DCE. O problema é que depois de um ano, o DCE sublocou todos os espaços. Já abrimos procedimentos para cancelar o acordo e retomar estes espaços, diz Gualda.
Ele afirma que sem a prestação de contas há três anos, não tem idéia do valor que o diretório movimenta. Um dos coordenadores do DCE, Adriano Marcon, alega que a atual diretoria assumiu no final do ano passado. Não encontramos nada da gestão anterior aqui, conta. Ele diz ainda que a inércia do CAD deixou a situação chegar onde está.
Os atuais coordenadores receberam do ex-presidente, André Casado, uma pasta de documentos. Não representa nada porque estamos aqui há pouco mais de seis meses e já temos cinco pasta de papéis, justifica Marcon. Segundo ele, o DCE tentou fazer uma auditoria, mas não fez por falta de recursos.
A falta de dinheiro também impede a retomada dos espaços de cantina e fotocópia. Temos como prestar contas a partir do momento que entramos aqui, diz. Gualda frisa, no entanto, que eles devem prestar contas de atos vinculados com o pessoal que saiu.


