DCE procura integração para fortalecer movimento estudantil
DCE procura integração para
fortalecer movimento estudantil
Célia Baroni
Londrina
Dorico da SilvaPalavra de ordemGassi, Lilian, André Ereno (eleitos), José Otávio Ereno e Adriano Lima (do atual DCE): integraçãoNão Temos Tempo a Perder.
Não é apenas um trecho de música dos Titãs. É o nome da chapa que venceu as últimas eleições do Diretório Central dos Estudantes da UEL, na terça-feira. Uma das prioridades da recém-eleita coordenação do DCE, segundo os integrantes da chapa, será fazer dos estudantes da UEL uma comunidade cada vez mais integrada e informada. Para isso, o novo diretório estudantil quer promover eventos culturais, divulgando os projetos científicos e a produção artística da UEL no próprio campus.
A estudante Lilian Alvarenga Tavares, da coordenadoria de pós-graduação e iniciação científica do novo DCE, explica que hoje os alunos estão fechados nos centros onde estudam. Queremos que as pessoas tenham prazer de vir à UEL, não apenas para estudar, mas também para conviver. A falta de integração, para os membros da diretoria eleita, é um dos principais obstáculos à conscientização dos alunos sobre a importância e o papel social da Universidade.
O grupo acredita que a realização de eventos vai reunir os estudantes dos vários cursos. Convivendo, os estudantes vão perceber que os problemas dos centros são muito parecidos, porque fazem parte de um mesmo sistema, argumenta Everton Rodrigo Gassi, da coordenadoria de eventos do DCE. Ele esclarece que o objetivo é valorizar a UEL e mostrar que toda ação dos estudantes tem que ser conjunta para dar certo.
O grupo pretende, com essa política de ação, fortalecer o DCE. André Luiz Ereno, da coordenadoria de administração e finanças, explica que muitos estudantes ainda desconhecem a função do DCE e a sua força na definição dos rumos da UEL. Não sabem, por exemplo, que o DCE tem representantes no Conselho de Administração da Universidade, órgão que decide sobre destinação de recursos para projetos e obras. O DCE também conta - e muitos universitários não sabem - com representantes no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), que regula as atividades acadêmicas da UEL.
Mas esse desconhecimento não é culpa só dos estudantes, diz Ereno. Ele explica que o DCE ficou desativado por mais de dois anos (de 93 a 95). Durante este período, o DCE sumiu da vida dos estudantes e eles acabaram se acostumando e encarando a UEL apenas como um local de passagem, argumenta. A situação só começou a mudar no ano passado, com a eleição de nova diretoria. Hoje, afirma Gassi, o DCE da UEL é considerado um dos mais representativos do Estado.
Comparados aos demais diretórios estamos melhores, mas isto não significa muito. Vamos ter um grande trabalho pela frente antes de sermos realmente representativos dentro de nossa universidade, comenta. A diretoria passada começou o trabalho de recuperar a credibilidade do DCE. Nós temos de consolidar e ampliar esse trabalho, defende Everton Gassi.
A análise de Gassi se baseia nas últimas duas eleições do DCE de Londrina. A UEL tem cerca de 12 mil estudantes, todos em condições de voto, e no ano passado votaram menos de 3 mil estudantes. Este ano o número de participantes aumentou em 10%, avanço considerado uma vitória pelo grupo - 3.186 estudantes votaram. A chapa Não Temos Tempo a Perder venceu com 2.008 votos. Uma margem de 899 votos, 28% a mais que a chapa de oposição, Artigo 207, que totalizou 1.109 votos.
A diferença de votos surpreendeu a chapa vencedora, que esperava uma vitória apertada. Só temos que agradecer pela confiança dos colegas que se mobilizaram para garantir a nossa vitória nas urnas. Agora esperamos que eles continuem nos apoiando e cobrando, comenta Lilian Tavares.
Além da integração da comunidade universitária, a nova coordenadoria do DCE pretende trabalhar pelo fortalecimento dos centros acadêmicos - órgãos que representam os estudantes dos cursos.
Entre as antigas bandeiras, os novos coordenadores enfatizam a briga pela universidade pública e gratuita. E por falar em luta antiga, Everton Gassi acrescenta que os estudantes não têm tempo a perder - esperando outra eleição de reitor ou governador - para conquistar o tão sonhado Restaurante Universitário no campus. O novo coordenador critica: Eles já inauguraram duas vezes a obra do RU e até agora não entregaram.





