Mário CésarEm campanhaO DCE aproveitou a matrícula dos calouros da UEL para divulgar a carteira de estudante: meta é fazer seis mil carteirinhasAproveitando a semana de matrícula dos calouros da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) está fazendo uma campanha de valorização da carteira estudantil. Ontem, diretores do DCE estiveram na Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação (CAE), onde está sendo feita a matrícula dos aprovados no vestibular de inverno. A meta do diretório é de confeccionar seis mil carteiras neste ano.
O coordenador de administração e finanças do DCE, Edson Pires da Fonseca, explica que o objetivo da campanha em prol da carteira é de fortalecer o movimento estudantil. Ele entende que com a arrecadação da taxa para confeccionar a carteira, o diretório pode ser mais independente, já que não precisará recorrer a recursos de terceiros.
‘‘Estamos levando aos alunos a importância de ter uma carteira, não só pelos descontos que ela proporciona’’, afirma. Na opinião de Edson da Fonseca, nos anos anteriores, a carteira estudantil estava desacreditada porque a sua confecção era feita em São Paulo. ‘‘Antes demorava de 40 a 50 dias para o estudante retirar a carteira e algumas vezes ele pagava e não recebia’’, explica.
Desde o ano passado a confecção das carteiras é feito pelo próprio DCE, o que agiliza a entrega. Edson da Fonseca diz que é possível entregar o documento ao estudante no mesmo dia em que é feito o pedido. No ano passado, foram distribuídas aproximadamente 2.500 carteiras.
Apesar da receptividade da campanha junto aos calouros estar sendo boa, Edson da Fonseca acredita que o interesse dos estudantes aumentará com o início das aulas. O DCE estuda a possibilidade de, em parceria com a União Paranaense dos Estudantes (UPE), fazer campanhas de valorização da carteira junto aos alunos da Universidade Norte do Paraná (Unopar), do Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon) e das faculdades isoladas da região.
A taxa para confecção da carteira é de R$ 12,00, que é dividida em cinco partes: custos da confecção, União Nacional dos Estudantes (UNE), UPE, DCE e Centros Acadêmicos (CA). As entidades, explica Edson da Fonseca, recebem R$ 2,25 cada.
O dirigente do DCE informa que a carteira estudantil permite descontos em várias lojas, escolas, postos de gasolina e outros estabelecimentos conveniados, além de dar direito à meia entrada em shows, cinemas e outros eventos.
Além disso, a partir do dia 1º de março, a carteira estudantil passa a valer como instrumento que dará o direito ao passe escolar no transporte coletivo - os estudantes não precisarão mais recorrer ao documento expedido pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
Esta medida foi possível graças a um decreto municipal assinado em novembro do ano passado, após negociação entre Comurb e entidades representativas dos estudantes. A partir do próximo mês, os estudantes terão que apresentar nas catracas dos ônibus e nos terminais de transporte coletivo a carteira da UNE ou da União Brasileira dos Estudantes (UBE) - para estudantes de primeiro ou segundo grau. Representantes das entidades estudantis deverão estar percorrendo as escolas para divulgar a nova medida.
Enquanto o decreto municipal não é colocado em prática, a Comurb avisa que os estudantes poderão continuar usando a carteira expedida pela companhia. A apresentação da carteira estudantil para ter direito ao passe era uma antiga reivindicação das entidades. Esta medida já é seguida em vários municípios do Paraná e também em outros estados.

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