DCE distribui adesivos em protesto
Da Redação
‘‘Provão é como pênalti. Não prova nada’’. Com esse slogan, alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) pretendem convencer os formandos que farão o Provão do Ministério da Educação e do Desporto, hoje à tarde, a entregar as provas em branco. O protesto será repetido em todo Brasil e é uma forma de mostrar o descontentamente de parte da comunidade universitária sobre o método encontrado pelo MEC para avaliar as universidades públicas e particulares.
Em Londrina, integrantes do DCE estarão abordando os formandos no Colégio Estadual Vicente Rijo (área central da cidade), onde se realiza parte das provas. Eles estarão distribuindo adesivos produzidos pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e também pela União Paranaense dos Estudantes (UPE). ‘‘Mesmo quem não entreguar a prova em branco a gente espera que pelo menos cole os adesivos nas provas como forma de protesto’’, comentou Líliam Tavares, 19 anos, aluna do 2º ano do curso de direito da UEL e integrante do DCE.
Além do Vicente Rijo, a prova será aplicada também no Colégio Hugo Simas (centro). Líliam Tavares justifica o protesto dizendo que o Provão é insuficiente e ineficaz na avaliação do ensino superior. ‘‘O Provão avalia aluno e não descobre em que momento a universidade está falhando’’, critica. Ela diz que problemas como estrutura física da universidade, por exemplo, entre outros, incidem diretamente sobre a qualidade do ensino oferecido. Por isso deveriam pesar na hora da avaliação.
A estudante de direito afirma também que no ano passado, na UEL, muitos alunos ficaram surpresos quando descobriram que seus cursos, com diversos problemas, tiveram avaliação máxima do MEC.
Ela critica ainda a estrutura das notas ser fixa. A aluna comenta que mesmo que o número de escola com excelente qualidade seja pequeno, o Ministério da Educação sempre vai dar nota A para exatamente 12% delas - e 18% nota ‘B’; 40% nota ‘C’; 18% nota ‘D’; e 12% nota ‘E’. ‘‘Isso é assustador. Não fosse isso, a média nacional seria no mínimo nota D’’, avalia.

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