Os membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) não pretendem acatar a proibição do consumo e venda de bebidas alcóolicas no campus, determinada anteontem pela reitora Lygia Pupatto. A afirmação é de um dos diretores do DCE, o estudante Rafael Rodrigues da Silva.
Anteontem à noite, quatro estudantes foram detidos após uma briga envolvendo vigias da UEL e a Polícia Militar (PM). Segundo Silva, a confusão teve início quando alguns integrantes do DCE consumiram bebidas no ''bar'' improvisado em uma sala do próprio diretório, na presença de alguns vigias. ''Resolvemos testar a postura dos vigias, ver até onde eles iam'', admitiu. Depois de se ausentarem por alguns minutos do local, os estudantes retornaram e, dessa vez, foram impedidos de entrar na sala. Após quase uma hora de bate-boca, relatou Silva, os estudantes teriam tentado forçar a entrada e teriam sido agredidos pelos vigias. ''Nós não agredimos ninguém, eles é que nos agrediram. Desde a ditadura militar que não se ocupa a sede do DCE'', protestou.
Acionada pela segurança da UEL, a PM foi até o local e acabou detendo quatro estudantes, que foram levados para a 10 Subdivisão Policial (SDP). ''Chamamos a polícia para garantir a integridade dos nossos funcionários. Houve sim, agressão contra os vigias'', sustentou o prefeito do campus, Laerte Matias. Ainda de acordo com o diretor do DCE, os estudantes foram agredidos também por PMs e levados à força para a viatura.
Os estudantes foram indiciados por desobediência e lesão corporal e responderão a processo no Juizado Especial Criminal. Questionado sobre as denúncias de agressão de PMs contra estudantes, o vice-comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), major Devaldir Amadei, disse que desconhecia o fato.
''Se houve abuso os estudantes devem nos procurar e faremos todos os procedimentos necessários. Mas é preciso observar que existe diferença entre agressão e uso da força quando há resistência contra a prisão'', assinalou. A proibição de consumo e comercialização de bebidas alcóolicas no campus, decretada por meio de um Ato Executivo, atende ao Regimento Geral da UEL e a uma lei federal de 1996.

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