O Diretório Central Acadêmico da Faculdade de Ciências e Letras de Cornélio Procópio (Faficop) realizou ontem à noite uma coletiva com a imprensa para denunciar o que consideram descaso do governo do Estado. Eles cobram a contratação de 12 professores para os 10 cursos da instituição, com concursos públicos e testes seletivos já realizados, mas que dependem de autorização da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O presidente do DCE, Nivaldo Cândido da Silva, 35 anos, acadêmico do 4º ano de ciências econômicas, disse que em 1998 a Faficop realizou concurso, com autorização do governo, para ingresso de professores para cadeiras que ficariam vagas neste ano. ‘‘Foram aprovados cinco candidatos e até agora nada do governo dar uma resposta. A nossa preocupação é com a qualidade do ensino, que está a desejar’’, ressaltou.
Além da falta de contratação docente, os estudantes também estão preocupados com o Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe), que pretende ‘‘privatizar’’ o ensino superior. ‘‘O governo está descumprindo o artigo 181 da Constituição Estadual que prevê que o ensino superior seja incrementado com incentivo financeiro todos os anos. O nosso Estado faz o caminho inverso e não dá prioridade ao ensino’’, desabafa.
Na segunda-feira os diretores e reitores das instituições de ensino superior do Paraná terão uma reunião em Curitiba para debater os rumos das faculdades e universidades. Os acadêmicos de todo o Estado aguardam uma resposta até quarta-feira, sobre a possibilidade de contratação docente. Se a resposta for negativa, prometem mobilizar a sociedade e fazer manifestações púbicas contra o governo.

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