Dativos são ''remédio'' para o problema
Como a Lei obriga o estado a prestar assistência jurídica àqueles que comprovadamente não têm condições financeiras para contratar um advogado, o problema é ''remediado'' com a nomeação pela Justiça de advogados, chamados ''dativos'', que fazem o papel de defensores públicos.
É o caso do londrinense Mateus Vergara, que já foi nomeado dativo algumas vezes. Ele revela que essa não é a melhor forma de cumprir a Lei e diz que um advogado dativo - que, muitas vezes, é ''pego a laço'' nos corredores do Fórum para representar algum réu perante o juiz - está longe de poder fazer o mesmo trabalho que seria feito por um defensor público.
''Quando existe uma defesa constituída, o advogado pode brigar pelo seu cliente em tempo integral. Atuando como dativo isso não é possível, pois, na maioria das vezes, vou conhecer o cidadão pelo qual vou trabalhar minutos antes da audiência. Também não podemos esquecer que a defensoria não age só em casos criminais, ela deve atuar igualmente em prol dos pobres, nos casos cíveis, e pode até promover ações de interesse geral'', explica.
Para o advogado, a defensoria pública é muito mais do que uma obrigação legal. ''É a melhor alternativa para dar mais agilidade à nossa justiça e diminuir a superlotação dos presídios. Muitas vezes, o cidadão cometeu delitos simples e já podia estar solto, mas, sem o defensor, continua trancado em uma cela lotada de criminosos de alta periculosidade e acaba se escolarizando no crime'', destaca.(W.S.)





