Curitiba - Antes do ano 1.000 d.C., não havia qualquer tipo de celebração ou rememoração dos mortos. Rezar por falecidos ou mártires era raro, diz a irmã Custódia Maria Cardoso, assessora de música sacra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Ela conta que as primeiras manifestações do que seria o Dia de Finados aconteceram em Cluny, na França, quando um abade chamado Odilon pedia para que os outros rezassem pelos monges já mortos. A tradição começou por volta do ano 1.000 e logo espalhou-se por todo o mundo cristão. A data de 2 de novembro foi escolhida porque é o dia seguinte à Festa de Todos os Santos.
Entre os principais símbolos de Finados, irmã Custódia destaca a missa, a vela, representando uma chama de luz, e as flores, oferecidas como forma de gratidão. ''A data é uma forma de não esquecermos espiritualmente das pessoas que viveram conosco. É um dia de gratidão pela vida dessas pessoas'', explica. (T.A.)

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