Data de tramitação da lei
de zoneamento é mantida
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), e o presidente do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Hayakawa, mantiveram ontem a data de 15 de novembro para enviar o projeto de lei de zoneamento e uso de solos do município à Câmara Municipal. Eles não concordam com a proposta apresentada pelo vereador Paulo Salamuni (PMDB) de transferir a votação para o ano que vem. ‘‘Devemos adiar a discussão para o próximo ano porque o Ippuc levou dois anos estudando o projeto e agora querem votar depois de apenas dois meses de debates com a comunidade em geral’’, disse ontem o vereador.
A assessoria do prefeito informou que não há nenhum pedido oficial de adiamento do início da tramitação do projeto na Câmara. O presidente do Ippuc lembrou que a lei deveria ter sido votada no início deste ano. ‘‘Como havia interesse em ampliar a integração com a região metropolitana, decidimos adiar as discussões finais do projeto para o segundo semestre e agora não tem justificativa para prolongar até o ano 2000’’, disse.
Como no próximo ano haverá eleições para prefeito e vereadores, Hayakawa não acredita que a continuidade das discussões terá resultados positivos. ‘‘O prefeito e os vereadores estarão envolvidos com a campanha e vai ficar mais difícil conseguir um posicionamento isento da sociedade’’, opinou. Ele lembrou que o plano diretor de 1965 foi discutido em um ano. Na época, insitui-se um mês como período para discutir o assunto com a comunidade em sete reuniões públicas. O atual projeto de lei vem sendo debatido há dois anos. Desde agosto, quando começaram os debates públicos, foram realizadas 27 apresentações à comunidade e entidades de classe.
O líder do governo na Câmara, vereador Mário Celso Cunha (PFL), definiu a proposta de Salamuni como brincadeira. ‘‘Não tem lógica transferir a votação para o próximo ano, pois isso atrasaria o desenvolvimento do município’’, garantiu. ‘‘Essa sugestão não passa de argumento político para marcar posição contrária, mas ela desrespeita as pessoas que participaram das reuniões públicas’’. (E.C.)

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